As Mulés Raquel, 29 anos. Ana, 29 anos. Sara, "esquece isso de idade, pô!" Todas as obras acima são de Gustav Klimt
O passado (negro?)
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Absorta Já escreveram aqui e nos abandonaram
Kinha Mulés amigas Povos e Povas
Tangerine Man Para inteligencer Necessaire
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Colcha de Retalhos
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Pseudo-Cronista
Nanda
Babi
Joka
Ice Man
Renato
Casulo
Bruno
Nelson
Lux
Rachel
Karla Dani
Cabral
Sub-Desenvolvido
Trombadinha
Cabaret
Jú
Olhem, se esse homem não é meu, é por distância geográfica apenas. Ou porque ele é apaixonado por outra.
Mas o que ele escreve, Puta que los pari!!!
Exemplo abaixo:
Saudade é um pássaro preto bem preto que vem todo dia com o bico amarrado me visitar. Saudade é seu nome e seu bico amarrado me lembra das vezes em que me calei, seu bico algemado apertado colado me lembra das bocas que já beijei.
Saudade é de espécie que cresce e não voa distâncias na ânsia de procriar, mas nasceu de rapina e sua sina é crescer e bicar com seu bico amarrado os coitados que tentam amar, é mexer na ferida roída mordida doída e deixar sangrar.
Saudade revoa de bico fechado jogando em dois lados sem nada mostrar, afinal que pássaro a toa iria falar do que sentem da gente as pessoas que achamos pra amar?
Saudade não sabe, mas todos querem mata-la, e se ao menos dissesse, se ao menos nos desse alguma pista que fosse, mas não, saudade emudece, saudade é uma ave malvada que come calada pedaços de coração.
Raquel
E sim, estou chegando em Recife no Domingo. Sério.
Só volto na quarta.
Se voltar...
Raquel
Eu sou uma amiga da porra. Porque corro o sério risco de morrer atropelada ao cair no sono na frente do ônibus. Atravessando a rua. Estou acordada desde as dez da madrugada para ir decorar a festa de uma amiga. Sim, eu gosto muuuuuiiiitttttooooo dela.
E ontem foi dia de rir.
- Vai rolar uma festa. Quando a gente fechar o bar, vai. Quer ir? Só precisa esconder as tatoos, beber moderadamente, não falar palavrão e não fumar maconha.
- Só isso?
- Não, para de fazer essa cara de doido também.
- Puta que pariu, Raquel, como é que tú me chama prum negócio desses?
Raquel
Aí eu cheguei em casa. Tinha escutado antes disso: - Porque eu quero beijar você e ver se de tanto te beijar esse formigar na barriga passa. Essa sensação boa passa, esse desejo de você passa. Você ainda vai me fuder, sabia?
Aí fugiu corrido de mim.
Aí eu cheguei em casa, como eu disse e liguei a TV. Insone. Programa. Assunto. Drogas.
Eram seis da manhã. E eu assistindo discussões várias, entremeadas de flashes da novela O clone.
Quem é o culpado de você se drogar, porra? Os Pais? A família? O primo da vizinha? O papagaio do cego que pede esmola?
Então, puta que o pariu!!! A droga sou eu! Sou eu que sou fumada, injetada, cheirada e putz... você viciou, homem! Pede ajuda!!! Você tem que se livrar de mim! Porque existe uma vida boa, cheia de verde e passarinhos e coisinhas cor-de-rosa felpudas. Existe um vida de propaganda de margarina. Com sua família, com o primo do vizinho, com o papagaio do cego que pede esmola.
Longe de mim.
O mundo prazeiroso e cheio de sensações multicoloridas que te fiz experimentar é um farsa, não sacou? Eu sou apenas uma nova droga. E este meu mundo só pode ser falso e chapado.
Então esquece, velho! Eu sou punk pra caralho. Mas eu vou te contar um segredo. Eu morro de medo.
Das drogas que eu uso. Da minha vida. De mim.
Mas eu te relaxo feito maconha, te excito feito pó, te dou sensação de retorno de cola. Eu sou má, benzinho, se afaste de mim.
Porque um dia vai chegar o pior do vício. Eu vou exigir você inteiro para mim. E meu mundo é estranho e assustador, como eu disse, sabe?
E aí? Pede ajuda ao papagaio do cego e me deixa em paz. Porque também eu tenho sentido vontade de chorar todos os dias, tenho vontade de andar descalça, de receber massagem relaxante, de voltar para o meu ex-marido só para não sentir mais medo.E nem sou tão assustadora. Mas posso estar te contando isso, só para te deixar mais viciado. Para te enganar.
Você soube da paixão que eu senti e perguntou arriando da minha cara: -Você tremeu ao vê-lo? E quem disse que eu sinto algo? Fantasias não sentem, meu lindo. Elas apenas abrem as pernas e gozam como loucas.
Aí eu cheguei em casa e tive um medo do caralho. De acordar, de dormir, de voltar para a porra da terapia, de jogar tarô. Tive um medo do caralho, saca?
Mas amanhã eu vou ser fumada, cheirada e injetada novamente. Por outros ou por você. Eu vou ser cada vez menos eu e mais dos outros. Cada vez qualquer outra coisa que não seja o que penso ser.
Então eu preciso reagir , benzinho. Mato você ou qualquer outro. E sobrevivo. Sobrevivo aos pajés e aos loucos frequentadores de raves.
E não queira saber de mim.
Esta cidade é muito pequena como você disse.
E eu dou depressão no dia seguinte.
Ou vontade de experimentar de novo.
Mas esta noite, como em tantas outras, seu puto, eu fui dormir sozinha e com medo.
Raquel
Não foi díficil não. Díficil foi acordar hoje de ressaca, quase de noite e lembrar. Lembrar que já estou quase esquecendo. Conclusão lógica pelo fato do fato não ter sido díficil.
Ele chegou e ficou escondido entre outras pessoas, com a sua pessoa. Mas não era querendo se esconder. Afinal de contas, era um balcão, ora bolas. E o lugar é público, né não?
Mas entre lógicas e lógicas, fico com minha dor-de-cabeça. Porque teve uma hora que quis matá-lo, sabe? E depois eu rí com o amigo dono de bar. Então isso deve ser um sinal de coração cicatrizando. Ou do desdem-odioso-nojento-ciumento típico da minha pessoa.
Mas aí eu olhei ao redor e ví um menininho morrendo de ciumes e querendo me arrastar para casa. Deixei-me arrastar e derrubamos um garrafa de conhaque. Alguém aí já teve ressaca de conhaque?
E deixa para lá, tô assim incoerentemente-de-ressaca-com-o-coração-quase-bom. Ou seja, estou mais eu.
Será?
Raquel
O astral esta favorável, não anseio mais por te encontrar, andei brincando por aí, e gostei, beijos libertários. É esqueci de te falar, meu humor muda muito fácil, geminiana multifacetária, não sei bem quem se apossou, mas, por enquanto não importa.
Conheci um guapo mui show de bola, que se diz massoterapeuta, e antes que eu chegasse a provar dos seus talentos, ele voltou com a ex, ou seja, já era.
Tem um batendo na minha porta querendo carinhos e mimos, mas sem friozinho na barriga, não rola... pois é, tesão é solução, sim.... e quem quiser que me prove o contrário.
Tem outro que é o ex da melhor amiga, pedi permissão, tudo direitinho e ela liberou, mas quando ia deixar rolar, a amiga meio que voltou atrás... tudo bem amiga, ele mexe, mas não estremece... dá para viver sem esse na lista.
Isto sim, podemos chamar de auto-sabotagem, tantos e tão poucos... Sábados sozinhas, cinema com as amigas, clube das solteiras total....
Sarita
Expusei bebum do bar, banquei a mulher-macho e segurei a onda de dois eventos num mesmo fim-de-semana, driblei as cobranças, consolei amigo de sócio bebo e fui agredida por uma louca histérica mulher do bebo, tive que salvar minha mãe da ameaça de um homem armado, tive que segurar minha vontade de dar um tiro na minha mãe, não tive tempo de parabenizar as amigas que aniversariaram este mês, tenho que encontrar alguém para dividir apartamento até o dia 12, o celular continua sem crédito, arrancaram de próposito todo o encanamento externo do bar, o sócio sumiu durante dias me deixando sem carro e sem saber o que fazer, conciliei funcionários e mãe, peguei cacete com mãe, tive que engolir de um puto babaca que estou procurando motivo para vê-lo, continuo sem cardápio, minha casa foi invadida por um exécito batráquio e ainda trepei com um cara casado.
Mas juro, não desci do salto.
Então aconteceu hoje.
Desabei.
Chorei todo o stress, toda a raiva, toda a sensação de impotência. Chorei enrolada em mim mesma, nas lembranças da casa da minha vó, querendo novamente ter sete anos e a certeza que o que quer que doesse merthiolate sarava.
Chorei gritando no travesseiro. Gritei e chorei meu ódio. Babei meu ódio na fronha azul.
Saí dessa catarse histérica-lacrimal com uma certeza.
Eu vou conseguir.
Eu tenho certeza de mim.
Raquel
Pois é! Depois de tanto tempo estive na cama de outro homem. Foi meio confuso, estranho e desejável a traição que só acontecia na minha cabeça.
Juro que não queria, mas aconteceu... Por minutos quis que fosse você naquela cama.... e por horas você não existia neste mundo grande....
Alguma coisa mudou... e não foi você. Que pena!
Sarita
Eu tenho medo da minha raiva. Raiva é uma coisa gosmenta de eca. E a minha raiva especificamente, tem olhos-verde-gato-para-assustar e que enxergam no escuro o que não existe.
Ontem eu tive raiva e mostrei umas manchas roxas na minha perna dizendo: - Pia só, fiquei roxinha de raiva.
Era mentira.
A mancha roxa foi lembrança de festa e conhaque.
Era alegria.
A raiva que eu sinto tem cor estranha. Não é roxo especificamente. É de um escuro desmaiado. Sabe quando está escurecendo, e o céu não está nem lá nem cá? Mas tem uns vermelhos-arroxeados-esquisitos? Então minha raiva é verde-olho-de-gato-vermelho-arroxeado-de-céu-desmaiando.
A minha raiva é feia.
Raquel
Você de repente é tão doce e fecha a cara e eu quero saber se te fiz alguma raiva. Você sorri e tudo fica bem e você podia ter me beijado antes agora eu tenho que ir embora.
E assim foi-se.
Raquel
Eu gosto de vermelho. Uma cor forte como minhas convicções. Como eu em certos dias. Eu acho o vermelho uma cor assim meio Japa.
Preto também é meio Japa. Mas assim, um Japa mais sério.
Eu não me levo muito à sério.
Eu amo preto em roupas e em delineadores. Adoro delinear meus olhos. Adoro o som da palavra delinear. Delineio os meus olhos então, e acordo sempre como se tivesse levado um soco. Preciso anotar na agenda, lembrar de comprar um demaquilante para a área dos olhos.
Ontem eu chorei tanto que meus olhos borraram todos de vermelho e preto. Mas lágrima é transparente e se esquece logo. Vermelho é que é forte e marca. Vou fazer uma máscara preta de delineador e sair escondida de mim e de você. Do vermelho que me sobe às faces quando te encontro.
Raquel
Eu o conheci antes daquela noite. Jogando porrinha. Um menino que não me assustava.
Eu o conheci antes daquela noite. Me dando carona, rindo das minhas piadas.
Eu o conheci antes daquela noite. Me olhando com um olhar tento-te-decifrar. Me contando das coisas de sua vida.
Eu o conheci antes daquela noite. Da noite que dei para ele na área de serviço.
E quem disse que ele agora quer me devolver?
Raquel
Não maldigo nada. Tudo foi alegria um dia. Alegria. Tanta que eu quis uma tatuagem nova só para carregar a lembrança doce de um dia único.
E isso não deixa de ser tão estúpido quando eu cruzo com ele e me dá vontade de baixar a vista. E nunca mais encarar aqueles olhos.
Não quero mais não, moço. Me dá licença de tentar de outro jeito?
Tem cheiro novo na minha vida. Na camisa de homem que eu vesti pela manhã.
Me dou licença de tentar de outro jeito, viu?
E acho que a amizade pode nascer de uma semente torta. Acho mesmo.
Ainda vamos rir disso um dia. Nesse dia eu me tatuo.
Raquel
Mas no meio disso tudo tenho escrito muito. Cadernos universitários que tem servido como moradia temporária para as mulheres que conheço ou que invento.
Sarita, Angêlica, Lalá, Aninha, Kéures, Babi.
Porque somos fragilidade e fortaleza. Razão e emoção. Tantas e únicas.
Isso merece uma boa história, irmãs.
Raquel
Não, eu não morri. Ainda!
Estou exausta de tanto trabalho. Correria para salvar o bar. Literalmente salvar. A grana anda curta, as dívidas muitas e acabei trazendo minha mãe de mala e cuia para me ajudar na parte admistrativa da história. Minha casa está parecendo um acampamento de guerra.
A minha guerra pessoal.
Me vejo dirigindo carros alheios ( o meu virou espólio da tal guerra), correndo para resolver mil coisas. Ontem Sara tristonha no bar e eu sem tempo nem de dar colo para mim.
Eu queria flores e carinho. Beijo de boca e soprinho no coração. Cinema com pipoquinha. Endredon quentinho e massagem no pé. Mas eu não tenho mais tempo de bancar a menina carente e cansada.
Meu corpo dói, meu coração dói. Ando pouquinha e corcunda. E quem disse que alguém tem que se importar com o caminho que escolhemos?
Mentalizo como mantra: "Eu sou o milgare, eu sou o milagre". Mas confesso, tenho acendido escondido velas para outros santos, sabe?
A vida não é fácil, não, mané, tá pensando o que?
Raquel
Meu lindinho esta dódoi...
Pois é, com glaucoma, fica o olho bem inchado, e tem que pôr colírio...
Dá uma dó...
Sarita
Saudades de acampar...
Nos velhos e bons tempos sempre rolava acampamento, todo fim de semana era mochila nas costas e pé no mundo...
Ai está um dos lugares que acampenhei várias vezes a Pedra de Santo Antonio em Galante...
Virava calango e subia alegre a Pedra do Marinho (sempre tinha gatinhos escalando por lá), Pedra da Boca, Gruta do Bravo, Quinze, o Roncadouro, pois é, isto tudo pertinho a meu inteiro dispor...
Dá até para sentir o cheiro de mato molhado pelo orvalho da manhã, os banhos de açúdes, o entardecer procurando madeira para a fogueira, vinho e uma boa cantoria... saudades do meu povo...
Ando um pouco acomodada, incrível é que naquela época a grana era mais curta.....
Foram grandes aventuras....e a saudades chega nostalgica e feliz... relembrando para viver de novo....
Beijão galera da Biodança....
Sarita
Sinto um tédio terrível, a vida esta muito organizada, muito mais ou menos, e pouca confusão.
Tempo eu tenho e em abundância. O que me falta é inspiração, motivação verdadeira.
Quero parar de pensar e relaxar. Mas isso não é possível.
Eu vivo caindo e me levantando sozinha. Sei que existe um grande bem nisto tudo, mas realmente não sei qual é.
Vivo arrodeada de pessoas loucas, egoístas e egocêntricas, que como eu estão querendo, buscando viver a vida da melhor maneira.
Adoraria encontrar alguém para me conduzir, pegar na minha mão e me levar, puxa seria ótimo, principalmente se me mostrasse a diferença entre descansar e desistir.
Sarita
PROCURANDO O AMOR...
"As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus
problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por voce ter
resolvido os seus problemas."
(Normam Mailer)
Temos a mania de achar que o amor é algo que se busca.
Buscamos o amor nos bares, buscamos o amor na Internet, buscamos o
amor na parada do ônibus... Como num jogo de esconde-esconde,
procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula,
nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o
seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois
só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais,
o amor não se aproximará,e, caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e
da falta de auto-estima.
Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu." Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro ser feliz para só então surgir diante de você sem máscara e
sem fantasia. É essa a condição. É pegar ou largar.
Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa
tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de sí e não se autoflagelam por
causa de erros que cometeram. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados.
O amor é o prêmio para quem relaxa. "
(Martha Medeiros)
Nossa fiquei de cara com este texto, caiu de para-quedas nos meus questionamentos...
Juro vou ler e reler e tentar mudar os meus conceitos...
Sarita
Momento Divã Virtual do Mulé
São mais de quinze dias de silêncio...
Soube ele esteve no Major sábado passado e que saiu quinze minutos antes de eu chegar, fora isto, nenhuma notícia...
Ainda o espero nos domingos lá na Budega, ainda fico ansiosa para chegar no Major na esperança de encontrá-lo, mas está passando...
A vontade não queima mais tão forte... Sinto mais prazer de estar com os amigos...
Depois de tanto tempo fui pega pela paixão... Que troço louco!
Meu velho amigo esta mal, o escutei por horas e senti na sua voz uma grande desilusão... Puxa eu não sabia mas ele quer amor de verdade, e não encontra. Homem, bonito, inteligente, muito trabalhador, bom humor... e se sentindo incapaz de ser amado... Atrás de colinho da amiga aqui... Não sei por que me procuram nestes momentos, sou péssima conselheira, (Raquel que o diga) minhas palavras soam como sutis "segura tua onda, chegou a hora da colheita" ou o velho "Não disse!!!!!" ou ainda "você mereceu"...
Quero ser suave, acho até que evolui, mas a algo aqui dentro que esta muito enraizado e me faz ser tão dura com quem amo.
Amo?
Sim, amo... De maneira crítica, protecionista, cruel, mas amo...
Tudo bem um amor muito estranho...
O problema é que nunca soube disser o que esperam que eu diga. Mas termino dizendo o que quero.
Sarita
Hoje estou um pouco triste...
Acho que estou sendo perseguida no trabalho,
Sabe aquela "colega" de trabalho que fica o tempo todo olhado o que você não faz,
E por mais que você se mate de trabalha, ela sempre tem uma críticazinha chata a te fazer,
Uh! que nojo, tadinha sei que é mal amada, mas o que eu tenho haver com isso....
Deixa para lá....
Decidi sair hoje, pois é faz tempo que não dou um role na quinta-feira...
Quem sabe o astral muda um pouco....
Sarita
Fora de Si
( Arnaldo Antunes)
Eu fico louco
eu fico fora de si
eu fica assim
eu fica fora de mim
Eu fico um pouco
depois eu saio daqui
eu vai embora
eu fico fora de si
Eu fico oco
eu fica bem assim
eu fico sem ninguém em mim
Raquel
Eu poderia, sabe? Ter dito mais coisas. Não ter gaguejado. Poderia ter dito que me importava, amigo. Que me importo,sim, com sua dor. Mas é que naquela hora você me contou minha vida, entende? Não era só você.
Você também conheceu a morte de perto e ainda sente desejos de encontrá-la para aprofundar aquela pequena conversinha.
E a persegue na noite. Noite após noite. Eu tive medo de me reconhecer na sua tendência auto-destrutiva. E fiquei calada. porque eu poderia ter dito. Eu entendo.
Mas aí a garrafa de Martini estava apenas no começo e o apartamento era alto demais .
Eu quis ir para casa e escutar Zeca Baleiro. Para que ele me lembrasse da minha fragilidade e calasse a minha boca de vez.
A gente agora mora no térreo, irmão.
Raquel
Sarita que pegou lá na Casa de Campo da Cabral que por sua vez pegou lá em Boris...
Há todo mundo pega em todo mundo... por que eu não????...
Tudo que eu tenho a dizer...
Sarita
Caramba, como o tempo passa. Só dois exemplo.Os dois de novembro de 2002.
O primeiro, quando saí da Polyutil, a empresa que eu trabalhava.
Pois é. Depois de dois dias mergulhada em comprovantes de cartão de crédito, neurótica na frente de uma planilha financeira, histérica diante da calculadora, cheguei à conclusão que com a grana da minha rescisão vou segurar a onda por cinco meses. Com ressalvas. Nada de manicure. Nada de sushi. Nada de cerveja. Nada de celular.
Valerá a pena viver?
Fui arrumar o meu ex-WC. Porque podre de chique que era, tinha um banheirinho só meu no trabalho. Segurei meu sabonete dermatólogico carésimo com as mão trêmulas e escorreguei em desespero pelas paredes azuleijadas até o chão de mármore, chorando convulsivamente. Sim, minha vida sem aquele banheiro jamais será a mesma.
Outra notícia que tenho a dar a vocês é que esta será a última semana que escreverei todos os dias no blog. A partir da próxima, post só as segundas, quartas e sextas. Falei com a minha futura patroinha e ela disse que eu poderia usar o computador depois de lavar a louça e dar comida aos cachorros. Uma alma caridosa.
Meu nome é decadência!
O outro, eu ainda casadérrima!!!
Vontades
De chorar copiosamente.
De consolo.
De sentir cheiro de jasmim.
De ver o pôr-do-sol.
De arrepio de paixão de desatino.
De lembrar o nome do meu anjo da guarda.
De fazer amor a noite inteira.
De mudar os móveis de lugar lá em casa.
De comprar um vestido florido, chinelinho de dedo, chapéu de palha e brincar de camponesa.
De ganhar um filhote de cachorro com laço de fita e tudo.
De voltar o tempo.
Vontade se ser feliz.
Raquel
Ao vizinho.
Descobri que você é uma gripe.
Espirro, espirro, então. Atchim.
Fiquei morrendo de frio e de calor de saudades no meu quarto-sorveteria. Eu estou gripada, sabe, não posso tomar sorvete, nem de uma, nem de duas bolas.
Descobri no entanto que dia 16 há mudanças de estação. Vou ficar boa. Um pouco de sol, sabe? Os sintomas vão diminuir sobremaneira.
Porque Alexandre não vai fazer nossos sanduiches na mesma chapa, nem Rosângela vai me oferecer a varanda com vista para você. Nem vou ficar torcendo para que estejas plantado na minha porta quando eu chegar acabrunhada e com saudades, nem muito menos vou sentir vontades loucas de ligar a sinaleira do carro para direita.
Tudo vai ser simples e bom.
Eu vou parar de assoar o nariz.
Não vou ter vontade de correr à simples menção do seu nome. Você vai deixar de ser bicho-papão. Eu vou finalmente conseguir dormir.
Você vai embora sabendo muito pouco de mim. E eu de você. Eu nunca ví seu queixo cair, por exemplo.
Você vai embora como virose esquisita, depois de ter me deixado um bom tempo de cama.
Raquel
Nada melhor do que conversa de Bar, o velho Divã dos Bebuns,
E de repente uma catarse, me descubro não apaixonada, não delirantemente apaixonada,
Descubro que você foi apenas a vítima da minha carência, da minha fome de desejo, e me serviu bem por um bom tempo...
Sobrevivi a mais um momento delirante,
Talvez mais forte, talvez mais sozinha... Sobrevivi....
Talvez, se só me restasse um dia... Você me serviria....
Sarita
Cumprimento
Para tal minha mãe me aqueceu
e me chamava para casa antes do breu
e induzia a noite da infância a ficar quieta
e me dava fortes cereais na minha dieta
e às oito em ponto me fazia deitar
e prendia meus cabelos, sem me permitir engordar
e vigiava meu sentar, minha postura
para eu me tornar uma mulher madura
e ouvir um assobio e perder a razão
e fazer caquinhos do meu coração.
Dorothy Parker
Raquel
E estou pensando seriamente em arrumar uma mochilinha com uma parte das roupas que não servem mais no meu corpo baleial e me mandar para Recife.
Sério.
Raquel
Sábado estranho. Sair com figuras quase amigas. Encontrar gente legal, gente nem tanto, não saber diferenciar depois de tanto Teacher's. Dançar. Tomar mais algumas doses. Dançar. Receber ligação no telefone do sócio e fazer convite. Mandar a pessoa tomar no cú depois de convite ser recusado.
Dormir sozinha.
Domingo acordar com mamãe chamando na porta. Comer Fava. Descobrir que engordei horrores. Nenhuma roupa ficar legal. Ódio!!! Quarto desarrumado, falta de grana, aluguel vencendo amanhã. Contas, contas, contas...
Eu preciso dar um jeito na minha vida.
Raquel
Amo as coisas que a amiga escreve. Mas essa foi de fuder. Tinha que ser roubado e postado aqui.
Três e trinta três
O relógio me diz que é hora de dormir
O relógio me diz que já é outro dia
O relógio me diz que não sou mais aquela
que esperava por ele
Adeus, meu querido
Esqueça o convite para retornar à minha cama
Não quero mais
Assinado
Meu coração livre
Três e trinta e três...
Raquel
- Você está com raiva de mim?
- De jeito nenhum, gato.
- Então vem cá me dar um beijo.
- Também não estou tão zen assim.
- Ouxe! Voumimbora.
- Tá, tchau.
- Tem certeza?
- Absoluta.
Homens, bah!!!
Raquel
P.S: Sabe aquela propaganda: "Quando a gente não quer, qualquer desculpa serve..."
Esta foto já foi postada aqui antes. É que acabei de decidir que vou usar esta blusa hoje e sair assim... Japa. Quase zen. Raquel versão nem-essa-cólica-do-cacete-irá-me-alterar.
E hoje tem show no bar. E eu estou atrasada.
Ó Céus!!!
Raquel
Eu contei da encharpe? Amiga chegou e disse: Pega, pode usar quando quiser, devolve quando puder. Eu não quis. Se eu não tivesse me apaixonado pela encharpe, tudo bem. Mas eu só devolvo aquilo que eu não me interesso muito. E aquela encharpe... Era minha e não sabia.
Raquel
Sobre andar descalça
...
Porque quando eu ando descalça a terra, a lama que eu piso, a areia da praia, passam a fazer parte de mim. Sobem por algum caminho secreto e invadem veias, coração, mente. E eu acredito que dalí não sairei nunca mais. Necessito desta loucura de segurança, deste demarcar neurótico de território.
Eu sei, eu sei. Não devia ter pisado naquele homem. Não descalça.
...
Raquel
Confissão
(Post para o amigo virtual)
Confesso, confesso. Eu sou dramática. Tá bom, neurótica, completamente neurótica. Confesso meus medos, meus terrores. Modo de medo de envelhecer sozinha. Morro de medo de envelhecer com alguém.
Confesso que lí muita Sabrina, Júlia e afins quando tinha doze anos. E confesso que acreditava nessa história de para sempre.
Confesso que sou irracional, temperamental, passional.
Confesso que se eu não escutar Chico pelo menos uma vez por semana sofro de crise de abstinência. Confesso que amo tango e vez ou outra me dá vontade de dançar com rosa na boca.
Tá bom, eu confesso. Eu escuto Núbia Lafaytti escondido!!!
Quer parar de me fazer cócegas, por favor?
Raquel
Ei, estou precisando de você, sabe? Assim, para acordar uns dias e lembrar. E para quando as coisas ficarem muita chatinhas nesta vida , eu lembrar do seu sorriso iluminador de dias. Preciso de você para lembrar quem eu fui quando criança, para dizer que eu cresci, para reclamar que roubei seu brinco de caveira há anos atrás. Eu preciso de você para acreditar que sempre as coisas podem ser novas e diferentes e no entanto, pode haver intimidade. Preciso das lembranças de seu cheiro, das lingeries negras primeiras que comprei. Das velas e dos primeiros vinhos tomados. Preciso de você para acreditar "que nosso destino é ficar juntos apesar de tudo".
Eu preciso de você todos os dias, primeiro amor.
Raquel
Post ressentido
Sim, eu tenho medo de sequer falar a palavra namoro. Tenho sim. Não acho fácil e DE-TES-TO magoar as pessoas. Pensei que este seria o caso, o que me preocupou. Nunca embarco numa relação sem plena consciência do que quero. O que não era caso.
Caso, amante, namorado são palavras que definem situações amorosas muito específicas para mim.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
E o cara é massa, não merece uma pilantra, o que no caso, independente de namorá-lo ou não, eu me senti. Eu menti.
E outra, ele pode ser abduzido que não faz diferença. Eu menti, simples assim, quer dizer concordei com o que eu não queria. Por uma noite, um mês, um ano, o tempo que for, eu menti. Simples assim.
E sabem do que mais? Babi, Fulano (seja lá quem você for) e Rilson, deixem de ser chatos, ora bolas. Quem nunca tomou uma cana escrota que atire a primeira pedra.
Raquel
Lúcia e o Sexo
(Preliminares)
Primeiro jantar feito na casa nova. Conversa com Sarita. Falamos de como andam nossos corações, levei esporro por me expor tanto aqui por estas bandas virtuais, rimos do assunto e claro, falamos de sexo.
Pois bem, voltando ao assunto.Nunca me considerei uma ninfomaníaca-tarada-fetchista, muito pelo contrário. Levanto a bandeira do tradicional e confortável papai-mamãe, adoro meu colchão, defendo o uso da meia-luz em casos dos mais variados e vejam só, sou completamente a favor da caretice "duas pessoas e quatro paredes".
Mais de uns tempos para cá, tenho descoberto muito sobre mim mesma nesse sentido. Depois de sair numa chuva torrencial, madrugada, dirigindo sozinha, só para vivenciar uma sensação. Descobri que o que nos excita pode ser muito assustador. Entre trovões descobri que conhecer seus próprios desejos e fantasias, trazê-las de dentro de nós, do mar escuro do nosso subconsciente tem um preço. Tenho pago por ele. Uma desssa moedas de troca é saber que sexo bom nem sempre é educado, antisséptico ou romântico.
Duro preço para uma romântica incurável como eu (acreditem, é verdade!)
E o que Lúcia tem a ver com isso?
- Quel, avmos assistir um filme lá em casa? Lúcia e o Sexo.
- Bora!
Lúcia e o Sexo
( O ato (de assistir))
E eu fiquei alí. Arregalando os olhos. Fechando os olhos.
Eu queria ver melhor, sabe?
Eles estavam era fudendo comigo, era isso que eles estavam fazendo.
Lúcia e o Sexo
( Porque bom-humor é essencial)
- Mãe, corre que começou a parte do sexo. Lúcia já passou.
Lúcia e o sexo
( Foi bom para você?)
Saí da casa de Sara sob o impacto do filme. Podia escrever horas sobre o quanto ele consegue ser plasticamente perfeito. Ser terrível. Ser lindo. Sei que vou assistí-lo muitas outras vezes ainda para assimilar todas as suas metafóras. Sei também que independente delas o filme conta uma puta história de amor e é maravilhoso de assistir. E claro, as cenas de sexo são de... afe!
Aí sim, voltei para minha casa, fechei a porta do quarto e troquei os lençois por outros imaculadamente brancos, novos.
Alguém aí escutou barulho de ondas ontem à noite?
Lúcia e o Sexo
( O cigarro antes de dormir)
Aquela noite eu quase me perdi. Fui buscar linhas, Carretéis. Linhas. De raciocínio.
Labirinto, labirinto, façamos um trato...
Você teoriza. Eu gozo.
Raquel
Mais um post metido a engraçadinho
ou
Fudeu, mamãe, arrumei um namoradinho!
ou ainda
Rê Bordosa é a Vovozinha!!!
Pois é, ontem foi o dia do(a) Chá(Chaça) de casa nova. Que não foi lá em casa. Foi no bar (não sei se vocês sabem, mais eu sou dona-proprietária de um estabelcimento pega-bebo).
Sim, voltando ao evento...
Como nos mudamos dia desses, achamos que seria uma excelente idéia fazer uma festa, chamar os amigos e ganhar presentilhos úteis.
Eu disse boa idéia?
Me pareceu (notem o verbo conjugado no passado) uma boa idéia. Até as pessoas começarem a chegar com três horas e vários copos de batida atrasadas. Beba de marré descer eu estava quando uma parcela ínfima dos seres convidados chegaram.
E claro, Murphy é meu pai, três possíveis e prováveis pretês ou quase-pretês ou já-fiquei estavam entre os aparecidos.
Até ganhei de um deles um ralador de coco. Indireta? Me chamou de quenga? Fingi não entender.
Sim, mas voltando ao assunto.
Como eu sou cachaceira, mas sou uma dama, resolvi de forma educada o dilema de dar atenção específica a qualquer um deles. Simplesmente fiquei conversando com um amigo. Amigo sem nenhuma conotação sexual. Achei que estaria livre do meu alcool-descontrol desta forma.
Quem disse?
Eu tinha que ir no banheiro e me flagrar dando um fora na pessoa mais doce que conheço.
Mais isso não foi tudo.
Nããããããããaooooo.
Eu tinha que ficar ainda mais beba.
E resolver mudar de tática.
Simplesmente estabeleci que não ficaria com ninguém que não assumisse um namoro sério. E gritei isso aos quatro ventos e para o já-fiquei que a esta altura já estava ao meu lado, achando que desta forma, burra que sou, me livraria do assédio.
Confiei no medo ancestral que os homens tem de namorar.
Burra! Burra! Burra!
Descobri que vou ter que dividir meu remédio controlado com ele. Porque o doido em questão levou a sério o que eu estava dizendo. E se sentiu pedido em namoro. Vi que a situação estava ficando fora do meu controle, quando me flagrei estabelecendo normas de conduta namorais.
Mas isso não foi tudo.
Nããããããããoooooooo.
Levei um susto, quando acordei com um beijinho doce e um :- Vamos ao cinema mais tarde?
Jesusmariajosé, quequeufiz?
Murmurei qualquer coisa como:- Tá, me liga mais tarde. Fecha a porta quando sair.
Corte para a pessoa que vos escreve se cobrindo com o lençol, pedindo, implorando, desejando a morte por raio, que sei que mereço.
Dor-decabeça do caralho.
Ressaca da porra.
Burra! Burra! Burra!
Mais o pior não é isso. A companheira de apartamento não estava em casa para eu perguntar como, cacete, eu deixei isso acontecer.
E Deus não foi bom comigo, porque eu me lembro da conversa toda. Sei que realmente estabelecemos toda uma listinha básica como-vai-ser-nosso-namoro.
Agora, vejam só, que merda, acordei comprometida. O que, por sí só, não seria de todo mal, porque estou carente e precisando de colo.
Mas... mas... mas... ai, meus sais.... eu não sei se eu quero mesmo namorar.
Meu texto de compromisso sério era uma maneira de manter longe uma série de dissabores. E cair na gandaia. Não me desejem mal, eu sou realmente uma boa pessoa. Mas eu... eu... poxa, já fui casada. Namorei seis meses um cara depois. Ser descompromissada é tãããããooooo...tããããããoooo...divertido.
Na verdade me descobri canalha.
Descobri que sou uma farsa.
E isso não é legal.
Foda!
Fui para padaria arrasada. Encontro amigo gay deslumbrante. Conto a história sórdida toda, esperando uma pérola de sabedoria iluminada com purpurina e glitter.
- Você viu que bundinha linda tem esse cara? (apontando para o bonitinho da padaria)
- Porra, tô falando sério.
- Ouxe, namora! Ajoelhou, tem que chupar. (Ou algo terrível do gênero)
Então tá. Me lasquei. Sei que não tem como sair desta situação com classe.
É isso que dá beber.
Eu já disse alguma vez a você que eu nunca mais bebo?
Raquel
Relembrar é viver duas vezes...
Então aí esta um momento e tanto:
A passagem de Kinha por Jampa,
Este sim um bom momento, já faz um ano, mas parece que foi ontém,
Seu humor único faz faltar neste Blogger,
Um abraço Kinha...
Sarita
Hoje quero saber ser uma pessoa suave, saber a medida certa das palavras.
Entender a importância da sutileza;
Quero saber se devo ir ou se devo parar.
Tenho passado meus dias, esperando o tempo passar... e não me digam que estou errada, pois eu sei... Tentei caminhar e foi em vão... como também minhas palavras e a minha paixão...
Acreditei na música que tocava, na sincronicidade, nas cartas, na minha intuição e tudo, tudo em vão, não aconteceu... mas continua aqui dentro, desejando, querendo, esperando, apesar de tudo...
Sarita
A noite prometia ser especial. Porque o céu não tinha nehuma nuvem. Porque as estrelas e a lua chegaram depois como brindes divinos. Porque eu ia escutar Jorge da capadócia e gritar: " Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem..." . Porque, obrigado Senhor, tenho amigos maravilhosos. Porque amigo querido reapareceu depois de um tempão.
A noite prometia ser especial.
Promessa é dívida?
Raquel
SERÁ
Letra: Renato Russo Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá
Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é me dominado assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor.
Será isso imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Prá que esse nosso egoísmo
Não destrua nosso coração.
Brigar prá quê
Se é sem querer
Quem é que vai
Nos proteger?
Sera que vamos ter que responder
Pelos erros a mais
Eu e você?
Anielle
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mórdida; nós na batida no embalo da rede, matando a sede na saliva, ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nesta vida..."
Eu, Cazuza, você... Queremos sim e talvez um dia...Talvez...
Numa noite de muita chuva encontrei uma figura muito especial, especial no seu jeito de falar, especial no seu jeito de amar, e o ouvi falar do seu amor... que por força da vida virou um punhal afiado rasgando suas entranhas... é isso mesmo, o reverso, como o amor pode ser cruel ou a falta dele...
Hoje eu sei que um dia passa, um dia amamos mais e melhor... que um dia iremos fazer sofrer... eu sei, mas o que fazer com o amor sonhado, que quase foi vivido, que invadiu a alma e precisava acontecer... sim, sobrevivemos... somos sobreviventes... do amor que poderia ter sido....
Sarita
ou
(Foi mais ou menos assim, amiga Ana, precisa se preocupar não!)
Eu encontrei e quis duvidar.
Am D G G#º
Tanto cliché deve não ser.
Am D Am D
- Raquel, você se apaixona perdidamente há cada dois meses. Ele é o homem da sua vida agora.
- Adianta eu dizer que nunca foi deste jeito?
- Não.
" Ausência . [Do lat. absentia.] S. f. 1. Estado ou condição de ausente. 2. Afastamento, apartamento. 3. Falta de comparecimento; falta. 4. Carência, inexistência, falta. 5. Jur. Desaparecimento da pessoa do seu domicílio, sem deixar ou dar notícia do seu paradeiro e sem deixar representante para zelar pelos seus interesses. 6. Psiq. Lapso de memória. 7. Falha do raciocínio."
(Dicionario Aurelio)
A diferença entre remédio e veneno é apenas a dose
D
É UMA INDIA COM COLAR
A TARDE LINDA QUE NAO QUER SE POR
DANÇAM AS ILHAS SOBRE O MAR
Em
SUA CARTILHA TEM O A DE QUE COR ?
G
O QUE ESTA ACONTECENDO?
D Em
O MUNDO ESTA AO CONTRARIO E NINGUÉM REPAROU
G
O QUE ESTA ACONTECENDO?
D
EU ESTAVA EM PAZ QUANDO VOCE CHEGOU
D
E SÃO DOIS CÍLIOS EM PLENO AR
ATRAS DO FILHO VEM O PAI E O AVÔ
COMO UM GATILHO SEM DISPARAR
VOCE INVADE MAIS UM LUGAR
Em
ONDE EU NAO VOU
G
O QUE VOCE ESTA FAZENDO?
D
MILHÕES DE VASOS SEM NENHUMA FLOR
Em G
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO ?
D
UM RELICÁRIO IMENSO DESTE AMOR
D
CORRE A LUA PORQUE LONGE VAI ?
SOBE O DIA TÃO VERTICAL
O HORIZONTE ANUNCIA COM O SEU VITRAL
QUE TROCARIA A ETERNIDADE
Em
POR ESTA NOITE
G
PORQUE ESTA AMANHECENDO ?
D
PEÇO O CONTRÁRIO VER O SOL SE POR
Em G
PORQUE ESTA AMANHECENDO ?
D
SE NÃO VOU BEIJAR SEUS LABIOS
QUANDO VOCE SE FOR
D
QUEM NESSE MUNDO FAZ O QUE HA DURAR
PURA SEMENTE DURA --- O FUTURO AMOR
EU SOU A CHUVA PRA VOCE SECAR
Em
PELO ZUNIDO DA SUAS AZAS VOCE ME FALOU
G
O QUE ESTA DIZENDO ?
D
MILHOES DE FRASES SEM NENHUMA COR
Em G
O QUE VOCE ESTA DIZENDO ?
D
UM RELICÁRIO IMENSO DESTE AMOR
A C9
O QUE VOCÊ ESTÁ DIZENDO?
A7 C9
O QUE VOCÊ ESTA FAZENDO?
*repetir intro 2X pra acabar
POR QUE QUE ESTÁ FAZENDO ASSIM E É...
- Você escreve de amor no blog de um jeito...
- Não é amoooooorrrrrrrr, é assim... sei lá...
"PAIXÃO:. Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2. Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3. Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4. Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5. A coisa, o objeto dessa predileção. 6. Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7. Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado."
Hummm.... dá o que pensar, né não?
Raquel
Comentários:2
SAUDADE:lembrança nostálgica e,ao mesmo tempo,suave,de pessoa ou coisa distante ou extinta.pesar pela ausência de alguém que nos é querido.SAUDADES:cumprimentos,lembranças afetuosas a pessoas ausentes.
Aurélio | 04-05-2004 19:12:40
"Por muito tempo achei que ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém rouba mais de mim."
Drummond- Do livro O corpo
Tempo...
Tempo...
Tempo...
Areia
Arnaldo Antunes/Marisa Monte
areia pra deixar cair
no centro da ampulheta
eu vejo enquanto espero
aquilo que eu mais quero
o meu amor virá
madrugada lenta
as luzes piscam letras
na janela venta
enquanto o carro vai
areia pra passar
areia pra passar
areia como o tempo
através do vidro
cai pelo orifício
revirando o ar
atravessando a praia
maior que um saara
até chegar no mar
Tempo...
Tempo...
Tempo...
Tempos depois:
- Tem sempre alguma coisa importante que sei que tenho que dizer e não lembro. Fico sempre com a sensação esquisita que faltou te dizer alguma coisa...
"Quando a gente percebe que quer passar o resto da vida com alguém, queremos que o resto da vida comece logo..."
- Falando em esposas a minha chega amanhã.
- (!!!)
Ausência
(Vinícius de Moraes)
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são tão doces
Porque nada poderei te dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não quero te ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados.
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a sua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
- Ele disse isso? Que grandíssissimo filho da puta!!!
- Pois é.
- E aí?
- E aí, o quê?
- Você não disse nada?
- Eu não. Ei, esquece!!! Sim!!! Lembrei de uma coisa!!!
- Diz.
- Sabe F.? Ligou hoje. vamos nos encontrar mais tarde, depois do bar...
- Mentira!!!
"As coisas que amamos, as pessoas que amamos são eternas até certo ponto. Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade. " C. Drummond de Andrade
Raquel
As coisas não tem sido muito fáceis. Brigo contra uma série de comentários, de fatos, que tem me deixado exausta. Viver da e na noite não é fácil. Sou dona de Bodega, a grande parte das pessoas me saca, fala mal horrores. Tento encontrar um pouco de mim nestas palavras, frases todas, e confesso, o personagem que criaram é bem mais forte e poderoso que eu. Frankestein notívago, me tornei.
Canso, canso, canso.
Fui alí em Mangabeira então, fazer feira e lembrar o que é a vida. A Babilônia em João Pessoa. Tomates, loja de artigos de Umbanda, calcinhas à 1,99, Seu Biu do tempero, da erva-cidreira dos chás da minha mãe.
E aí lembro do meu amor por gente. Rí meu coração e minha boca na conversa gostosa de cliente assídua. Sandália baixa arrastando, cheiros fortes, gente sincera. Que fala do pai, do problema do filho, que me conta achando lindo meu vestido que a goteira na casa está de lascar.
E eu lembro do meu amor por gente.
Mais uma noite?
Raquel
Alguns que sempre passam por aqui, devem estar se perguntando quem afinal de contas é Aniele? Ele postou a poesia abaixo e sim, passará a partir desta data a escrever neste blog.
Seja bem-vinda, querida amiga.
Raquel
VENDAVAL
Ó vento do norte, tão fundo e tão frio,
Não achas, soprando por tanta solidão,
Deserto, penhasco, coval mais vazio
Que o meu coração!
Indômita praia, que a raiva do oceano
Faz louco lugar, caverna sem fim,
Não são tão deixados do alegre e do humano
Como a alma que há em mim!
Mas dura planície, praia atra em fereza,
Só têm a tristeza que a gente lhes vê
E nisto que em mim é vácuo e tristeza
É o visto o que vê.
Ah, mágoa de ter consciência da vida!
Tu, vento do norte, teimoso, iracundo,
Que rasgas os robles - teu pulso divida
Minh'alma do mundo!
Ah, se, como levas as folhas e a areia,
A alma que tenho pudesses levar -
Fosse pr'onde fosse, pra longe da idéia
De eu ter que pensar!
Abismo da noite, da chuva, do vento,
Mar torvo do caos que parece volver -
Porque é que não entras no meu pensamento
Para ele morrer?
Horror de ser sempre com vida a consciência!
Horror de sentir a alma sempre a pensar!
Arranca-me, é vento; do chão da existência,
De ser um lugar!
E, pela alta noite que fazes mais'scura,
Pelo caos furioso que crias no mundo,
Dissolve em areia esta minha amargura,
Meu tédio profundo.
E contra as vidraças dos que há que têm lares,
Telhados daqueles que têm razão,
Atira, já pária desfeito dos ares,
O meu coração!
Meu coração triste, meu coração ermo,
Tornado a substância dispersa e negada
Do vento sem forma, da noite sem termo,
Do abismo e do nada!
Fernando Pessoa, 16-2-1920
Anielle
Difícil abandonar velhos hábitos. Mudar é foda. Precisa ter culhão pra mudar.
Dias cinzas em Recife. Chuvas fortes, noites em claro, velhos fantasmas.
Noutros tempos, eu me encolheria, dormiria horrores, esperaria milagres caírem do céu.
Agora, não. Agora o milagre sou eu.
Raquel
Então eram diamantes ...
Porque depois de me despir para você nada era simples ou comum.
Em tudo as sutilezas respiravam.
Em tudo poesia e luz brincavam de transformar.
Em tudo.
Em mim.
Então eram diamantes...
Raquel
( A obra acima é de Gustave Coubert)
O texto abaixo foi descardamente roubado daqui. Achei lindo!!!
Se você me deixar ir, realmente quer que eu vá então não importam seus motivos, eu nem vou perguntar. Se você me deixar ir eu vou ficar arrependido, não do que eu possa ter feito, pelo que podia ter sido. Se você me deixar ir, vou sair, meio perdido, procurando realidade longe do paraíso. Essa busca eu sei que não possui nenhum destino certo mas eu só quero sementes pra preencher esse deserto que está me invadindo aos poucos, todo dia ganha espaço, a cada porta que se fecha, a cada não pronunciado. Se você me deixar ir, vou querer que sempre estejas melhor com minha partida do que com minha presença, só assim se justifica ruptura tão violenta, pena não dar sempre certo toda vez que a gente tenta.
Se você quer mesmo que eu vá...
Raquel
- Somos dois adultos.
- Dois adultos sem camisinha.
- E...
- Você já falou. Adultos!
- Isso é um não?
- Sim.
Raquel
Aconteceu comigo há uns dias atras. O homem era lindo de marré descer. Ex-modelo.
Mas desta vez não deu vontade de acordar junto não.
Acho que quis evitar o pesadelo da falsa intimidade.
Raquel
Dormir junto....
O sono manso dos amantes...
Estou falando de dormir junto em todos os seus sentidos;
Aquele dormir junto despertos pelo poder da carne;
Aquele dormir junto estendido lado a lado;
Falo daquele sono profundo que dura o tempo de uma vida;
Que desperta com um leve sussurrar de orelha;
Um toque de pele, um pé sobre o outro;
Aquele sono que depois dá exaustão da carne continua amando silenciosamente;
Aquele sono amoroso...
Sarita...