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Sábado, Maio 29, 2004
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E aí, você vai para debaixo do chuveiro e chora. Chora, chora, chora. E você é toda um choro, um esgar de dor, um nada, um todo. E você vai lá chorar longe do marido, porque não é colo que você quer, entende? E você quer sentir aquela dor toda, você quer aprender com ela ou ser esmagada por ela, ou que ela jogue você no chão, é entre você e ela. E de saída já se sabe quem leva a melhor. E você sabe que não chora para a dor passar, você chora para que ela fique, para que ela permaneça, porque ela é a única coisa que você tem. E você escorre pela parede do box, e se encolhe embaixo da água quase morna, quase fria, e espera que passe agora, e espera que não passe nunca, e sente o gosto do sabão, da bílis, do abismo. E você chora.
Roubado daqui. Eu robomermo, e daí???? Caramba, como eu me identifiquei! É foda esse tipo de dor!
Raquel
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-Sara, não é possível, só podem ter colocado alguma coisa na minha bebida!
- Que mané alguma coisa, foi vinho barato mesmo!!!
Ui, minha cabeça!
Que noite! Que noite!
Primeiro vi o ex-alguma-coisa com a namorada, depois briguei feio com ex-marido na frente de metade da cidade, tentei beijar ex-caso na porta do banheiro, me queimei com futuro namorado. Vomitei horrores na frente do bar do amigo. No banheiro do bar do amigo também. Quase desmaiada, fui salva e levada para casa de Sarita, que quase me joga pela janela do quarto andar.
Resumindo, uma noite perfeita! Para cortar os pulsos.
Qual é mesmo o texto clássico? EU NUNCA MAIS BEBO!!!!
Raquel
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Sexta-feira, Maio 28, 2004
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Eu, Sarita e Agda. Risos. Conversa de mulézinha. Encontramos o cafajeste-mór.
Esse ser execrável, depois de lindas noites de paixão e sexo surtava e sumia. Ou surtava e não falava comigo nos lugares. Ou surtava e me comia lindo. Ou surtava e me pedia em namoro pela manhã para acabar o namoro à noite. Ou surtava e ligava toda noite. Ou surtava e parava de ligar.
Perfeito para que eu ensandecesse e vez ou outra invadisse a casa dele nas madrugadas. Bêbada. Uma bosta só. Relação em que eu evitei todos os sábios conselhos de Sara, de Ana e de todas as outras mulés amigas. Sim, ele também deu em cima de Sarita e falou mal de mim horrores. Falou das minhas noites de paixão e whisky, aquelas em que eu chegava às três da manhà na casa dele.
Claro, que eu fiquei puta da vida. E arrasada também.
Resumindo, um palhaço. Mas um palhaço de-li-ci-o-so!
Sarita, já intuindo que eu, louca de jogar pedra, enfiaria o pé na jaca, usando de toda minha verborréia e chamando-o no mínimo de filho da puta ou tomando satisfações, diz:
- Raquel, me faça um favor. Olhe para ele e diga se acaso ele comentar qualquer coisa daquela época. Por favor, esqueça absolutamente tudo daquela época e me desculpe profundamente. E fale sério.
- Pô, Sarita, medo de você. Eu tenho coragem de fazer isso não. ALÉM DE QUE, EU NÃO ME ARREPENDO!!!
- Uma vez na vida dá para você escutar conselhos?
Acabamos todos juntos numa mesa.
Ele.
- É, porque naquela época...
Eu o interrompo.
Falo seriamente sem olhar na cara de Sarita para não cair na gargalhada.
- Cafajeste-mór, Por favor, esqueça absolutamente tudo daquela época e por favor, me desculpe. Me desculpe.
Resultado?
No bar só nós dois depois.
- Cafajeste-mór, posso te fazer uma pergunta? Porque você me pediu em namoro e logo depois despediu?
- Porque eu descobri que gostava de você.
- ...
Ainda no bar.
- Eu não quero esquecer nada do que vivemos. Lembro de todos os detalhes.
- Poxa, mas desculpe mesmo aquelas noites, eu estava meio perdida e talz... (cínica nada!)
- Eu abria a porta, não abria?
- !!!
No bar de novo.
- Porque quando eu te ví naquele show, eu pensei. Essa mulher ainda vai ser minha.
- Eu eu fui?
- Não?
- ...
Indo deixá-lo em casa.
- Poxa, Raquel, adoro aquela sua casa, você não quer companhia hoje? Vamos tomar um vinho blá, blá, blá..
- Eu, você e Mamãe? É porque não dá mesmo!
- Ah, entendi errado, pensei que sua mãe ainda não tinha voltado de viagem...
(ohohohohohohoh, I'm bad!)
Na porta da casa dele. Depois de um beijinho doce e meigo de reconciliação e amizade.
- Você não vai descer?
- Para que?
- Você tá brincando?
- Tchau, Cafajeste-mór.
- É sério? você vai embora?
- Tchau, cafajeste-mór.
Fui embora depois de soltar um beijinho, deixando-o plantado qual coqueiro balançante. Na porta da casa que tantas vezes invadi. Morrendo de rir o caminho inteiro até em casa.
Descobertas?
Homem é tudo doido! Não sobra um para contar história.
Eu preciso escutar os sábios conselhos das minhas amigas e parar de querer quem não me quer ou quem não sabe o que quer!
Eu tenho que ser menos romântica e mais racional!
Eu preciso parar de me envolver com os homens errados!
E se esse puto está pensando que eu vou dar de novo para ele, ele está absolutamente certo!
( Brincadeira, Ana, foi só para te matar de um quase atque cardiaco!)
Raquel
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Quarta-feira, Maio 26, 2004
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Autosabotagem é a pior sacanagem que pode existir.
E eu tô caindo nessa de novo.
Hoje ouvi da minha terapeuta que eu me saboto pra poder dar motivo pra que as pessoas reclamem de mim e, consequentemente, eu tenha um justificativa paupável pra o meu sentimento de culpa. ( É, Quel, sempre ela!!!!)
Aí quero mais não.
Cansei de pensar, cansei controlar os impulsos.
Hj quero pó de pirilimpimpim.
Uma noite bem romântica que me provoque mil borboletas no estômago. Tô cansada de ser indiferente ao mundo, preciso que algo me alucine... alguém tem um LSD aí pra me emprestar?
Aninha
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FIZERAM A GENTE ACREDITAR
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo,
amor pra valer, só acontece uma vez,
E geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros,
Que ninguém em nossa vida
merece carregar nas costas a responsabilidade
De completar o que nos falta:
A gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia,
É só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um",
Duas pessoas pensando igual,
Agindo igual, que isso era o que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria
É que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório.
E que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados,
Que os que transam pouco são caretas,
Que os que transam muito não são confiáveis,
E que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz,
A mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado,
Frustram as pessoas,
São alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo,
Vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
Roubado daqui. Tô tão ladra ultimamente, afe!
Raquel
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Faltam 10 pessoas para chegarmos aos 20.000 visitantes!!!
Sim, e que que tem isso?
Nada pô, é que gosto dos números que parecem comemorativos.
Raquel
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Não sei, de repente me veio a necessidade de mudar a cara deste blog. Clarear o ambiente, pendurar uns quadros, bater os tapetes.
O que vocês acham?
Raquel
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Voltei dirigindo para casa devagar. A noite estava linda ontem. Vim me livrando automaticamente dos buracos muitos do caminho até em casa. Desejando que na vida, prestando atenção, eu conseguisse evitar cair nas crateras velhas conhecidas do meu percurso. Mas incrível, eu sempre caio.
Eu realmente queria que fosse diferente desta vez. Eu sempre quero. Cheguei a estabelecer a teoria do Gremilins emocionais. Lembram do filme?
Existem sentimentos que são como Gismús cacás( é assim que se escreve isso?). Fofinhos e delicados. Nos encantamos, claro! Aí nos avisam, não molhem o bicinho, não escutamos. Ele se multiplica. Continuam fofinhos apesar de darem trabalho. Nos avisam, não os alimente na hora errada. Novamente não escutamos. Resultado? Monstrengos terriveis que nos devoram o coração.
Resolvi seguir todos os conselhos desta vez. Juro! Acham que adiantou?
Não que desta vez eu tenha surtado. Estou até razoavelmente equilibrada. Me preocupo com as contas, lavo minhas calcinhas, saio com as amigas, olho para outros homens. Não, eu não pirei. Não tenho andado por aí babando e com os olhos vidrados. Pelo menos não ainda.
Mas confesso a dificuldade em resistir ao velho "cicletinho mental". Então, putz, é batata! Primeiro fico muito, muito puta. Depois muito, muito triste. Aí fico muito, muito bêbada. Finalmente com muita, muita saudade. A única noviddae desta vez é que surgiu a lombra do muito, muito lúcida. Estou nela agora.
Bom, sou legal, interessante, (rasinha)velmente culta, bonita, bem-humorada. Conclusão? Se ele não me quiz o problema é dele, não meu.
Parece simples? Pois é, eu estava quase me convencendo até mamãe chegar de viagem e escutar minha brilhante conclusão.
- Isso para me mim se chama orgulho ferido.
Hunf!
Raquel
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Terça-feira, Maio 25, 2004
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"... você tem meia hora para mudar a minha vida..."
Ok, ok, são 18:36, posso esperar até a meia-noite.
Raquel
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Extremamente arrasadas pela morte de Bradd Pitt, em franco processo depressivo, eu e Lalá rumamos para o Café Empório. Entre um suspiro e outro, entre um capuccino e uma Coca, olhavámos tristemente uma para outra e... Porra, Bradd Pitt morreu!!!
Resolvemos não deixar nos abater, afinal de contas daqui a pouco ele renasce, tal qual fênix- loura- e- de- olhos- azuis- ai-ai em alguma outra super-produção matando todos os bandidos e ficando com a mocinha depois.
Ligamos para H.
- Podemos ir para aí?
- Venham simbora!!!!
Detalhe básico. O garotinho em questão é sushiman. Morram!!!! Acabei minha noite, tomando vinho, rindo da barriga doer e comendo sushis e sashimis e todas esssas coisinhas nipônicas-coméstiveis, acompanhada de massagem nos pés e olhares apaixonados.
Não, eu não o beijei. Podem me matar!!!
Mas fui dormir de alma leve. Essas coisas que chamamos homens, podem ser adoráveis quando querem, né não?
Raquel
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Gente, o que é esse bofe do Bradd Pitt? Saímos eu e Lalá arrasadas do filme ontem. Tróia é uma sucessão de homens testoteronizados até a última tachinha da armadura. Mas não,ODIEI o filme!!!! e sinto muito, eu tenho que contar!!! Tenho!!!! Todos morrem!!! Não sobra unzinho. Só a mocinha do Páris. Ódio!!!!
Raquel
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Um pequeno ensaio de felicidade...
Ele liga e demoro a atender, atendo e digo que ligo depois... tomo banho, café da manhã, passeio com meu cachorrinho e retorno a ligação:
Oi? o que desejas?
Você.
Acho que é um pouco tarde.
Por quê?
Tive um sonho estranho ontém, sonhei que estava no deserto e apesar da sede atravessei tranquilamente as dunas.
E o que isto tem haver com a gente?
Não sei, mas acho que não preciso mais de você.
Quero te ver hoje.
Não dá tenho um livro sobre a Alca para ler.
E amanhã?
Não sei, depende!
Depende do que?
Do que irei sonhar hoje a noite, longe de você.
Mas não fica chateado, você me conhece e sabe o quanto sou inconstante.
Tudo bem.
Puxa não vai me mandar a merda?
Acho que te entendo.
mas acredite amanhã te ligo, para saber como foi teu sonho.
Beijos...
Sarita
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Segunda-feira, Maio 24, 2004
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Se eu pudesse fazer o tempo voltar atrás, eu teria deixado de dizer muitas coisas, fazer muitas coisas, viver muitas coisas, escrever muitas coisas.
Se eu pudesse fazer o tempo voltar atrás eu não seria o que sou. Hoje?!
Raquel
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Roubado dele
Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor?
São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.
Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM.
Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias e celulite e histérica com muita coisa para fazer.
Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.
Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com
os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela.
Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas.
Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança.
Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para
lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha...
Por essas e por outras que eles morreram se amando...
(LFV)
Raquel
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Eu, meu jardim e o Iogurte(Ou cara de anormal tem a vovozinha!!!)
Raquel
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Não viajei. Ana inventando vinganças. É não, mulé, é não...Putz, você não sabe o quanto eu queria estar aí.
Dia de resolver problemas. Dia de tentar empréstimos. Dia de conversar potoca com Lalá e arrastá-la para o centro. Dia de finalmente conferir a exposição dele. Dia de ter vontade de comprar Balzac na loja de livros usados. Dia de ter saudades. Dia de ctrl+alt+foda-se. Dia de ter saudades de novo. Dia de daqui a pouco ir para o cinema ver Tróia. Dia de não conseguir empréstimo. Dia de ÓDDDDDIIIIIOOOOOO de mim mesma pela vontade de ligar. Dia de me achar dramática demais, chata demais, intensa demais, imbecil demais.
Dia de decidir tomar uma breja com Lalá depois do cinema para esquecer do dia de hoje.
Raquel
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Tá virando vício...esse joguinho de adultos.... não quero tanta liberdade... já foi o tempo em que podia me permitir, deixar ser levada pela maré... chega de sutilezas do destino... estou quase cega e insana... você é exatamente o que aparenta ser...nada mais... pare de ficar me olhando... se insinuando...ou me joga na parede ou me deixa em paz, que estou muito cansada...
Sarita
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Medidas desesperadas:
Mudar o nº do celular;
Mudar de cidade;
Fazer transplante de cérebro;
Beijar o primeiro homem que der cabimento;
Ficar trancada dentro do casa até essa lombra passar.
Sarita....
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Isso eu escrevi aqui ano passado. Ao encontrá-lo ontem lembrei. Quis postá-lo novamente.
Para não esquecer. Para que continue esquecido.
W.,
Hoje é seu aniversário. Ironia das ironias, quem me lembrou foi o homem com quem eu dividi minha cama durante estes meses, desde que nos separamos. A cama que já foi nossa. Entristeci silenciosamente.
Nada em nossa relação foi suave ou teve nuances. Era uma relação de cores primárias, lembro dos amarelos de nossa louça, dos azuis das toalhas no banheiro, e dos vermelhos, dos muitos vermelhos. Da primavera que brotou na frente da nossa casa. Da paixão intensa que nos unia. Da minha dor.
Eu amei você com um desespero que foi meu presente todos os dias em que estivemos juntos. Me agarrava a você à noite, e preciso confessar, sempre morri de medo que você fosse embora para sempre, quando fosse comprar cigarros. Terror infantil. Claro que sei e que Freud sabe, eras meu pai, meu irmão, meu amante. Eu costela, feita à tua imagem e semelhança.
Chorava escondido todas as vezes em que se despedias e meu coração se abria em petálas de alegria nas tardes em que passavamos trepando e rindo e comendo. Concessão sublime do meu homem para comigo. E eu Amélia alegre, como queria pouco, como te desejava muito.
Minha garganta dá um nó ao tentar alcançar o amor imenso que sobrevoa minha cabeça como um fantasma.
Porque esse sentimento W., não se despede com lencinho branco. Ele está aqui, nas minhas entranhas, no meu sexo, no meu coração, ele é meu câncer e vou extirpá-lo. Porque várias vezes quase morri. Porque hoje morro mais uma vez.
No entanto, havia doçura. É possível tanta incoerência?
Na música que sei que vou te amar por toda minha vida eu vou te amar a cada despedida eu vou te amar desesperadamente eu sei que vou te amar. Na foto em que eu estou dormindo e você tirou dizendo és a coisa mais linda do meu mundo quando dormes. Quando deitavas no chão do terraço e dizia vem cá amor ver nossa casa comigo. E eu ia, eu ia, eu ia. Eu sempre fui. Queria apenas não ir mais uma vez, nunca mais ir a lugar nenhum com você. Porque eu sempre me perco.
No entanto, hoje escrevo meu perdão. Eu perdôo você. E me perdôo.
Esse é o único presente que posso te dar. Não ligarei. Tú não lerás este texto. Mesmo assim isso é muito. É tudo.
Feliz Aniversário.
Raquel
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Tem também o dono de bar, amigo do ex-dono de bar, meu amigo, que pintou ontem na Bodega.
Eu: Pois é, minha folga é na Segunda.
Ele: Você vai fazer o que na Segunda?
Decidido o rapaz!
Continuando a conversa.
Eu: É díficil se relacionar com alguém quando se trabalha a noite.
Ele: É, tem que ser com alguém que trabalhe na mesma coisa. Qualquer coisa, estou aqui.
Decidido mesmo!
Só que pelo andar da carruagem quem não se decide sou eu. Ou por acaso eu acho que dá para namorar sem beijar na boca?
Raquel
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O cara é inteligente, conhece muito de misticismo, gente boa, gente do bem. É um cara espiritual, entendem? Só que eu nuca tinha olhado para ele assim...bem...com pensamentos impuros.
Até hoje, na praia.
Resolvida a expandir meus horizontes, tudo fica mais fácil.
Porque como as amigas já foram avisadas é realmente séria essa minha história de analisar friamente os...os...os...atributos (?) de certos homens.
- Vou sair da sua frente, parar de olhar para você.
- Porque?
- Porque você é tão linda que chega a ser desconcertante.
Me digam se um cara desses não merece um beijo na boca? Não dei, mas prestei atenção.
E nessa empreitada emocional, notei o quanto certas figuras maravilhosas nos passam despercebidas. Grande aprendizado esse. Me pergunto o porque? Será que por que homens legais são pouco destrutivos demais para nosssa cabeças insanas?
Raquel
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Sábado, Maio 22, 2004
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Ontem foi dia de analisar friamente as possibilidades.
O negócio é que tem que ser alguém que me chame de gaveta e me desarrume toda.
Tem, mas tá faltando.
Raquel
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Ontem esperei durante horas até o sol ficar claro. Esperei que nas conversas e com o passar das horas a vontade da presença dele fosse minguando. Como um fantasma que o dia manda embora, como um vampiro que o sol faz virar cinzas.
Acordei ainda agora. Mas continuo meio dormindo, meio dormente.
Sem vontade de trabalhar e conversar com tanta gente.
Sem vontade de saber que falta gelo, falta cerveja gelada, falta calma.
Sem vontade.
Quero que Segunda chegue logo, correndo. Quero ir para Recife, ver protegida na redoma da amizade, os estragos todos, depois deste abalo sísmico na minha vida, desta semana punk.
Assumo minha vontade de colo.
Sim, estou fragilizada.
A vida nunca é muito fácil, mas tem sido deveras cruel comigo neste período. Deus ,dê-me um tempo, pelo amor do Senhor mesmo.
Para que eu possa reunir novas forças. Para que eu possa ganhar essa batalha.
Raquel
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Sexta-feira, Maio 21, 2004
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Sarita: -Vamos escrever um conto erótico?
Raquel: -Vamos!!!!!!!
Aguardem!!!!
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Oh, Raquel porque a gente fica contruindo castelos de areia? Porque esse velho hábito? Me responda!
(Risos)
E eu sei lá, caralho!!!!
Raquel e Sarita
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Só uma coisinha. Porque cargas d'água chegamos um dia a ter 52 visitas e nenhum, nenhum comentário? Putz, tô ficando com a pulga atrás da orelha. Deixaremos nós as pessoas que aqui chegam sem palavras?
Raquel
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Muléres em furor uterino
Eu nunca fui muito boa em química, biologia até passa, mas em química eu era um zero a esquerda. Mas eu sempre ouvi dizer que muléres que passam muito tempo juntas começam a ter ciclos menstruais similares. A culpa seria dos tais feromônios. Eu sei que eles são responsáveis por um bando de outras coisitas mais interessantes, mas a sintônia ciclia é o que me chama mais atenção.
Partindo do principio que muléres que andam juntas passam menstruar no mesmo período do mês, seria lógico dizer que a gente passa a ter TMP juntas tb. O que por si só já é um perigo. Mas mais perigoso ainda é o fato de pouco antes de sangrar, nós seres dotados de cromossomos XX ficamos com a líbido um tanto alterada. Traduzindo: ficamos loucas pra DAR!!
Ou seja, de reprente estamos todas irritadíssimas e loucas pra dar uma boa trepada. Não é a toa que inventamos a Dominatrix!!
Tá, o texto tá lindo, mas eu sei que não estou chegando a lugar algum. O que eu queria saber mesmo é: como é que estando há mais 200 quilómetros de distância, eu e Raquel podemos estar com os nossos feromônios sintonizados???
Amiga, eu te entendo perfeitamente!!! Tb acordei hj com uma vontade louca de transar!! Não na verdade hj eu queria mesmo era trepar!!!!
Ana
P.s. Qualquer dia desses vou escrever um ensaio sobre a diferença das categorias de copulação. Acho que dava até pra fazer uma monografia sobre isso.... mas vou deixar para um próximo post!
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Preciosidades do Pastor
- Você já leu as brumas de Avalon?
- Já.
- Você me lembra Morgana, você não anda, você paira sob as brumas. Você é Morgana-Raquel, traduzindo mansa como uma ovelha no hebraico. Mas com poderes de bruxa.
Saí tentando pairar depois dessa. E balindo. Uma ovelha flutuante.
Eu hein, é cada doido no mundo!!!
Raquel
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Que cilada me meti! desta vez meu lugar comum de boa-amante-amiga-companheirona-compreensiva não esta fazendo o menor efeito, ele não esta nem aí, para meus papos emocionais-intelectuais que sempre foram as mesmas cobranças de toda e qualquer mulher apaixonada..
SOS, help, ajuda urgente, como vou sobreviver a isto?
Sarita
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Sexo.
Pois é.
Bons tempos os meus de casada em que o negócio ficava sempre à mão (trocadilho terrivel e de mau-gosto esse, assumo!).
Sim, voltando ao assunto, hoje acordei pensando em sexo. Tive um sonho óóótttiiiimmmmmoooooo e uau. Até a grama do jardim me inspirava pensamentos libidinosos.
Fui fazer feira. Juro, não comprei nenhum pepino, mas subitamente me ví excitada com a mistura para pão de queijo. Não me perguntem porque, vontade de transar com algum mineiro?
Me lembrei de uma conversa com Kinha em que quase a convenço que sou muito mais sensual que sexual. Balela. Como se ela fosse acreditar numa merda dessas. Quem não me conheça que me compre.
Mas às vezes até eu mesma quase me convenço que sexo para mim não é lá de extrema importância. Aí vem dias como o de hoje, que vou olhar as prateleiras da livraria e qualquer coisa com palavras que me lembrem o babado me despertam um segundo olhar. E vejam só, váááárias palavras me despertam um segundo olhar.
E sei lá porque achei tão sexy aquele livro de Microbiologia.
Para piorar a situação, minha mãe viaja. Quer dizer, sósórósosó em casa. Uma cama enorme. Vazia.
Jesus-Maria-José, não mande o carteiro gatinho me entregar nenhuma cobrança por esses dias.
Ah, mas não só sou eu que passo por esses dias de incêndio.
Uma grande amiga dia desses comentando:
- Eu não posso fumar essas coisas sozinha. Um dia o ... viajou e eu pedindo Jesus-fazei-com-que-porteiro-não-apareça. Daqui a pouco batem na porta e eu Fudeu, vou dar para o porteiro. Graças à Deus, era o ...
Mulheres...
Raquel
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Ressaca. Ontem enfiei o pé na jaca. No bar em que sou dona-proprietária. Meus funcionários devem estar chocados comigo. Eu mesma estou.
As conversas mais absurdas rolaram. A uma certa hora da noite um pastor evangelico cheiradão, frequentador do meu recinto etílico, pede para eu jogar tarô para ele. Não, eu não joguei, mas a situação me deixou meio perplexa. Quase o converto.
Acabei minha noite comendo um X-Filet sozinha. Comendo e chorando, comendo e chorando.
Cheguei à uma conclusão. Eu estou sofrendo.
Cheguei a outra conclusão. Vou arrumar um namorado nas próximas 48 horas. Sério.
O negócio é o seguinte. Certos vícios em drogas pesadas, precisam de substitutos temporários. Drogas mais leves, até você ficar "limpa". Então não custa nada arrumar uma maconhinha emocional.
Pode soar terrivel isso, mas juro, sou uma excelente namorada. Fiel até dizer basta. Aí reside o x da questão, fiel à maconha, posso me livrar da heroína na minha vida.
Então eu rezo, Papai-do-Céu-faça-com-que-nas-próximas-quarenta-e-oito-horas-eu-não-cruze-com-a-figura-me-só-dê-um-tempinho-que-eu-prometo-resistir-para-sempre-ok?
Amém.
Raquel
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Quinta-feira, Maio 20, 2004
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"Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos tem o silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder da tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas"
Eu já tinha postado isso aqui, mas hoje não sei porque cantei essa música repetidamente. É linda, linda.
Raquel
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Dialógo durante um abraço demorado
Ele: Que saudades do seu cheiro, você tem um cheiro bom.
Ela: No momento esse cheiro é de cebola e água sanitária.
Ele: É bom assim mesmo.
Ela: Eu não estou bem.
Ele: Eu estou aqui.
Ela: E vai fazer o que?
Ele: Se você deixar... cuidar de você.
Ela: Proposta indecente essa.
...
Ele: Tás chorando?
Ela: Liga não, tô meio desabante hoje.
...
Ele: Esse abraço não devia acabar nunca.
Concordo, concordo...
Raquel
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Quarta-feira, Maio 19, 2004
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Ana, obrigada! Feliz demais com tua volta!!!!
E em sua homenagem um pensamento-sábio-fashion-xixôu-Dalailamístico.
Preparada?
"Freud não entende picas de mulher!"
Raquel
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Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tenção que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
e a outra metade é um vulcão
Ferreira Gullar
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Depois eu não sei à quem puxo:
Falando de trabalho:
Eu: Mãe, você por acaso está me chamando de repetitiva?
Mãe: Não, estou lhe chamando de obsessiva mesmo.
Falando de homem:
Eu: Cara burro do créu, né não?
Mãe: Burra é você. Ele é muito esperto, isso sim!
Falando de sexo:
Eu: Putz, fico um tempão sem transar, aí invento de atiçar o fogo, ferrou!
Mãe: Eu consertei o chuveirinho do banheiro para esse tipo de incêndio, filha.
Hunf! E em menos de 24 horas.
Raquel
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Me deparei hj com o cartaz da festa de lançamento do um cd de um carinha que trabalha no mesmo jornal que eu. O título do disco de estréia: Anatomia de um Sonho.
Não acredito em coincidências. Hj tive um sonho estranho que misturava fantasias eróticas lights com realidade tiranica de um mundo imaginário. Tudo a beira - e dentro - de um maravilhoso mar escuro ( tá, Quel, eu sei que nada pode ser mais explicitamente freudiano do que isso) .
O fato é que hj passei o dia tentando destrinchar esse sonho, e ao ver o cartaz percebi que estava procurando a coisa errada. Não é o corpo alheio que eu quero desbravar, é a minha própria anatomia.
Sim, tô de volta.
Aninha
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Terça-feira, Maio 18, 2004
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Vê-lo ontem com medo. Era medo aquilo? Culpa? Vontade que eu fosse embora depois de darmos uma trepada? Desconforto? Não sei. Não sei nem de mim, ora bolas.
Mas foi feio de ver. Foi feio me ver alí. Feio ir embora sem vontade de olhar para trás.
Feio ver refletido no stress dele, um stress que já foi meu, quando eu era casada. O que me fez não querer mais ser condescendente. Porque esse estress não é causado por amor. Sim pelo que falta dele na relação. Ou então quando estamos mentindo.
Aí vem novamente a história da liberdade. Todo esse texto artístico-modernoso-libertário-ariano. Porque ariano é burro pra caralho. Burro emocionalmente. Primeiro signo do zodiaco, sabe como é? (I´m sore, Ana!) Tão burro que não consegue entender o que é texto e o que é verdade no que diz sentir. E mente para todo mundo, e o que é pior, para sí mesmo.
Eu sei, eu sou do primeiro dia de touro, meio ariana portanto. O que me faz burra o suficiente para usar desta merda toda de signos e suas influências para xingá-lo. Burro, burro, burro!!!!
Falando em liberdade vou usar dela agora para ser responsável e ir alí comprar uma aspirina. Atchim é o cacete!
E ah!!!! Quero uma placa bem grande, enorme. Do tamanho da minha certeza.
Eu quero uma placa de ¿Proibido Estacionar¿ pro meu coração.
Raquel
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Nariz escorrendo. Sensação de ter sido atropelada por um caminhão. Espirros irritantes que quase me fazem bater o carro. Odeio gripe.
Odeio.
Levantar da cama foi um sacríficio. Queria ficar lá, enrolada no endredon, suando em bicas, mandando embora esse ebó.
Ontem, mais uma noite de insônia.
Ontem, noite de pegar o primeiro livro da estante para evitar pensar.
Ontem, noite de desistir de ler depois das três primeiras páginas.
Puta que o pariu! Cacete! Merda!
Lá vamos nós...Pensar... Pensar...
O que eu estou fazendo comigo?
Puta que o pariu! Cacete! Merda!
QUE GRANDE MERDA EU FIZ!!!
Deus do céu, como eu sou óbvia. Tão, mas tão óbvia que me escancaro aqui, me arreganho aqui, quase todos os dias. O que eu quero? Acho que descobri.
Absorvição.
Me absorvam.
Hummmm..... duplo sentido isso.....
Mas é isso. " Com o júri certo..."
Então é isso que busco na porra daquela cadeira de João Carlos (porque sou prepotente demais para deitar naquele sofá horroroso). Meu querido terapeuta, por favor me livre da culpa que carrego. Veja só, me livre.
Livre. Livre. Livre.
Me livre do medo da loucura, da responsabilidade de Ter que responder por meus atos. Me absorva do sofrimento que eu possa causar a alguém. Me absorva de mim.
Só que há alguns dias cansei de fingir. Eu não tenho mais medo. Abri mão da minha culpa.
Se é bom de não sentir?
Medo e culpa?
...
...
Não, não é.
Era tão confortável as reservas de bodes expiatórios para as grandes merdas que faço. No dia que eu precisasse eles estariam alí, sabe como é? Doei todas essas reservas junto com as roupas que não uso mais. Não as quero, pesavam na bagagem e a viagem é longa.
Essa liberdade que falo. Ler a frase: Eu não tenho mais medo. Eu digitei essa merda? Loucura acreditar nela. Mas sim, sim, sim, sim, sim. Eu sei que é.
Surto isso? Mania de grandeza? Será que sairei gritando de telhados : " Eu sou um deus dourado"?
Criança vai provalvemente enfiar o dedo na tomada.
O grande problema é que acredito realmente nisso. Porque essa sensação não é algo tão simples e qualificável psiquiatricamente. É uma sensação toda sutileza e nuances. Além do mais, já levei muito choque na vida.
Raquel
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Segunda-feira, Maio 17, 2004
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O reggae do Emboscada ontém a noite na Budega foi the best... choveu figurinhas interessantes, e terminei sendo abduzida para a Luciano Varela, É muito bom terminar a noite com a figura da vez....
Gostinho de quero mais...
Saritaa
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Surtos psicóticos pela manhã...
Pois é Mikela surtou de vez...
Tem cada morador nesta terra que é um Deus nos acuda...
Sarita
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O número do celular dele já não fazia mais parte da minha agenda.... nem adiantava... roer de saudades...
De repente ele aparece, eu já estava nos braços de outro... mas não adiantou terminei na cama dele de novo...
Parece um ritual, cada toque... cada canto que ele gosta de explorar... nossa foi ainda melhor....
Acordar juntinho é muito bom... e mas uma vez agendo este homem na minha vida...
Sarita
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Domingo, Maio 16, 2004
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Sim, povos e povas. Amanhã eu iria para Recife. Pois é. Iria.
O telefonema da ex-sócia me obriga a ficar nesta cidade para resolver zilhões de coisas na Segunda. Mudanças aos montes.
Mas ligo nada, que é resolvendo tudo e zarpando lá para Ricardo, ver abelha sem ferrão e tomar cana D'a Bodega. Os bons que me acompanhem.
Ana, Babi, Theus, não chegou aí a fumacinha da fogueira que montei para enviar meu pedido de socorro? Vemhamsimbora!!!
Raquel
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Branco é uma cor que eu não gosto. Principalmente em carros. E sigo assim, vermelhinha e de escape furado. Para fazer muito, muito barulho.
Raquel
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Consegui acordar mais cedo. Prainha com Sara. O que acontece? Claro que sim, isso mesmo. Choveu!!!
Agora abastecer frezzer, fazer compras,para trabalhar que só o cacete daqui a pouco. Evento no bar, show de reggae.
Ah, como diz Naty, eu sou filha de Murphy. Ontem telefonema da sócia de Nova York (porque eu sou chique, benhê!). Depois da ligação, ex-sócia (porque eu sou chique, benhê!). Então se alguém tiver 8000 reais para me emprestar aceito.
E como disse Sara. Da lei de Murphy. Quem ronca sempre pega no sono primeiro. Ohohohoho.
Raquel
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Sexta-feira, Maio 14, 2004
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Este post é só para quem entende
E deu saudade do Teppan. Saudade do cacete. Lá vou como louca atrás de um negocinho com pepino e kani, cumuémermoonome? Meu filho vai nascer com cara de Japa nem a pau, bicho! Matei os desejos todos ontem. De comida, vejam bem, de comida...
Raquel
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Não ví que ontem ele estava acompanhado. Não ví que ela estava deitada no seu colo. Não ví que ele foi embora.
Acordei cega depois daquela madrugada.
Raquel
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Finalmente acabei a tatoo. Eu coloridinha, andando pelas ruas da cidade. Eu maluquinha, andando pelas ruas da cidade.
Lya Luft me lembrando que sempre podemos deixar nos encantar pela vida.
Hoje, sento na padaria, três meninas lindas de viver. Conversando animadamente á minha volta enquanto eu esperava minha encomenda, fumando um cigarro.
- Tia, que tatuagem linda nas suas costas!
- Ela é bonita também, né?
- Qual tua idade? Você tem filho?
- Eu queria ser sua filha.
Geraldo, meu padeiro preferido, rindo para mim e com brilho de verdade no olhar e abraço gostoso.
- Que saudade de você, menina!
Saio quase chorando. Mas pela alegria dos detalhes.
Aí deu vontade de escrever sobre esse sol que mora dentro de nós, que sombra nenhuma, nuvem nenhuma pode encobrir. E que as pessoas, momentos, palavras especiais fazem com que nasça. Diariamente podemos aproveitar esse amanhecer interior.
Vontade de dizer que sim, nada em mim se esgota. Sou poço sem fundo de emoções. E amo isso, amo mesmo. Amo que seja sempre a primeira vez, amo confiar e ganhar ou perder.
Quero drama, alegria, euforia, cor, tranquilidade, paz, guerra. Quero tudo, quero muito. Sou espaçosa, passional, dramática. Sou sincera, sou falsa. Não tenho a mínima idéia do que quero ou do que sou. Mas amo, amo descobrir.
Agora, no meu coração, um meio-dia radiante. Se cruzarem comigo, favor usar óculos escuros.
Raquel
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É o disfarce que revela o bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de tí dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
se o mar é uma armadilha nos teus olhos
Roubei de tú,amiga. E de Zeca.
Incoerência, teu nome é Raquel!
Raquel
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Isso eu tinha lido e anotado num pedaço de papel ontem, antes do mundo desabar. E sim, é para você.
"Tudo penetra mais fundo em mim, e não para no lugar em que costumava terminar antes. Talvez um interior que eu ignorava. Agora tudo vai dar alí. E não sei o que lá acontece."
Rainer Maria Rilke
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Eu não quero nunca, nunca mais confiar em ninguém. Ok, ok, eu que sempre defendi que o sofrimento não pode nos deixar anestesiada para vida, com medo da vida. Retiro o que disse.
Pelo menos por enquanto.
Raquel
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E para completar. Toca o meu celular.
- Oi, Raquel, é (mulher do meu funcionário de confiança). Estou ligando para avisar que (meu funcionário de confiança) começou um emprego novo hoje e Domingo passa aí para acertar as contas com você.
- Hoje é Quinta, ele não vai vir mais? São quase cinco da tarde, pelo amor de Deus!!!
- Tentei ligar desde de manhã e não consegui falar com você.
Como se algumas horas fossem fazer diferença.
Eu sou um pessoa tão ruim assim? Só pode ser castigo divino!!! Só pode!!!
Raquel
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Roteiro de filme B
Mulher se separa. Está numa cidade que não é a sua. Ex-marido fica arrasado e entre um porre e outro conta aos muitos amigos o quanto está mulher lhe faz sofrer. Uns homens maus, muitos maus resolvem que está mulher não pode ser tão livre e se tatuar e tomar as suas e ser dona de bar. Como ela pode estar bem? Resolvem tirar o que ela tem de mais importante, a confiança de que é livre. Não, ela não escolheu, escolheram por ela. Isso não pode ser liberdade.
Que ódio de mim mesma!!!
Meu nome é Raquel, mas podem me chamar de "carne nova no pedaço" ou "bola da vez". Pois é, descobri que coincidências nào existem.
Esses filhos da puta!!!
Ontem eu até consegui manter o controle. Mas hoje confesso que estou com o nariz vermelho de chorar. Eu não consigo acreditar que esse tipo de coissa realmente possa existir. Deus do céu, como alguém pode fazer com outro ser humano, independente do seu sexo, esse tipo de coisa?
E eu que pensava que segurava minha onda.
Eu quero ir embora desse lugar. E sim, pessoas, segunda estou chegando em Recife. E seu despirocar, o que está bem perto, nem volto mais para cá.
Raquel
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Terça-feira, Maio 11, 2004
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" O que está acontecendo?
O mundo está o contrário e ninguém reparou?
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou."
Raquel
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Beta,
Ontem você se mandou para Patos. Recomeçar tua vida, trabalhar. Fiquei aqui torcendo. Mas vou ser falsa não. Queria que nunca isso precisasse acontecer. Quase dez anos de amizade e sei que agora não vou ter para onde ir quando quiser fugir de mim mesma.
É foda. E tá doendo sim.
Mas boa sorte, nega-branca! Tô aqui rezando para que teu caminho seja brilho de estrela cadente.
Raquel
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Segunda-feira, Maio 10, 2004
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Alguém tem que ceder (O filme)
Ok, esse filme não me fez bem. Rí, chorei, me identifiquei. E agora, novamente romântica como um prato de papa. Que cena é aquela? Diane Keaton (maravilhosa!!!) tendo crises convulsivas de choro. Hilárias, terríveis. Deus, como eu já fiz aquilo horrores. E que dialógos são aqueles? Tão piegas, mas tão, tão... comoventes... snif, snif...
Bom, então resolvi brincar de jogo da verdade... (sei que vou me arrepender disso, mas...)
(Deletado)
Raquel
P.S: Eu vou alí no Empório tomar uma cerveja, meu mal deve ser esse.
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E agora com licença, tô indo ali no cinema.
Ingresso na carteira.
Cabelo molhado, sensação "deliça".
Consegui estacionar o carro legal, quase uma Ayrton Senna.
Sozinha.
Existe companhia melhor?
Raquel
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Devo não gostar de ninguém. Desaprendi? Nunca soube? Minhas paixões são uma farsa. Eu me convenço. Eu viajo. eu acordo tarde.
Não sou uma boa menina. Vou dar gargalhadas de bruxa má, felicitando-me toda vez que envenenar alguém com maçãs e olhares e verdades. Fingir que não adorei a destruição no ego dele.
Decidida. Só usarei batom vermelho-sangue-vivo-vinho. Pintei os cabelos, pintarei as unhas. Desfilarei na minha nova fase rubra.
- Você devia ter cuidado, mulher.
Ameaça? Previsão?
Garagalhadas.
- Eu tenho gato, eu tenho...
Eu adorei cada momento da conversa de ontem. Fazê-lo escutar da minha boca que sim, eu faço o que eu quero. O tempo inteiro. E essa liberdade, conquistada às duras penas, não me é arrancada junto com a calcinha. Por melhor que tenha sido o sexo.
Eu falo palavrão. Uso do efeito das frases fortes. Faço merda. Eu me embriago de mim muitas noites. Eu não me entendo, e no entanto, ah... eu sei. Eu sei.
Em mim mora uma guerreira. E ela tem me ensinado a ganhar muitas batalhas. Eu acordo aterrorizada com minhas certezas. Eu nunca fui tão forte. Me assusto.
De madrugada desenhei em meu quintal círculos e estrelas. A lua doeu no meu corpo ontem de madrugada.
Acordei decidida. Dançando nua no banho e pela casa. Decidida. Só existe um homem na minha vida. Um único unicamente. E se ele não me quiser não serei de mais ninguém. O nome dele é Lirinha, Sara.
Risos. Risos. Risos.
" ...Teu olho, teu caldeirão/ Teu colo, meu oratório/ Teu sonho, meu cobertor/ Teu riso tem um curisco/ teu grito tem um tufão/ É só a gente se ver/ Chove no meio do verão/ Água que lava terreiros/ Janeiros/ Sertão..."
" ...Aquele cheiro, som imagem do teu corpo/ incendeia/ E um rio carregado de saudade/ vem correr na minha veia/ na veia, amor, na veia..."
Raquel
P.S: Irmã de luta, a conversa aquele dia foi maravilhosa. Obrigada por dividir comigo tanta intensidade. Você entendeu este post que eu sei, ah, como sei..."
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Sexta-feira, Maio 07, 2004
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Coincidência vê-lo ontem, logo depois de ter escrito sobre saudades.
Coincidência ou papai-do-céu anda muito metido à engraçadinho comigo ultimamente?
Raquel
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Finalmente peguei o carro no Sttrans. Fui para casa, dei um cochilo e saio feliz, feliz em Teodoro Tertuliano, o Uno vermelho, que nesta última semana penou em cárcere-de-latas-velhas-e-foras-da-lei, depois da humilhação de ser rebocado em plena Av. Beira mar as 8 da matina. Bichinho...
Sim, voltando ao assunto, fui trabalhar, sabe? As vezes eu faço isso. O que acontece? Caio num buraco-crateral-risco-de-vida e puf, o carro morre. Num sinal. Carros ameaçadores buzinando e eu calma e languidamente ligo o pisca alerta, acendo o cigarro e estendo levemente meu dedo médio num gesto de poucos amigos. Duas criaturas muito simpáticas empurram o coitado para o acostamento e eu lá, tentando, tentando, e nada. Olho para o lado, onde estou? Onde? Do lado do consultório do meu terapeuta-psiquiatra-ex-tio. Um sinal divino?
Ligo para Roberta:
- Bicha, tô no prego, vem me dar uma força.
- Estou sem carro.
- Fudeu.
- Ouxe, não tem uma praça de táxi aí na frente?
- Mulher, eu estou sem grana, vou pegar um táxi?
- Já ouviu falar em pedir ajuda?
Dã!
Chego nos taxistas.
- Vocês que entendem tudo de carro, podem me ajudar?
( Corte para minha cara de moçoila em apuros e manca já que o sapato consegui arreganhar-se no meio, uma coisa estranhíssima)
De uma hora para outra Teodoro se viu cercado de homens por todos os lados, discutindo se o problema era a rebimboca da parafuseta ou o enguiço da puxada. Chegaram a conclusão que era gasolina. Saio eu, com uma garrafa de desinfetante seco arrumada pelos taxistas (notei um certo sarcasmo deles ou é paranóia minha?), manca, até o posto mais próximo. Volto. Não era gasolina.
Última saída. Ligo para Otalice. Mecânico e cliente amigo.
- Bicho, tô no prego.
- Tô chegando aí em cinco minutos.
Bom, resumo da ópera-bufa, saí do prego.
Aproveitei dei um alô pro meu terapeuta.
Marquei minha consulta.
Pois é, vou voltar para a terapia.
Agora esse filho da puta que não venha me incutir essa idéias antiquadas de independência feminina novamente, ora porra!!!
Raquel
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Puxa que cilada...
No começo era só um cara legal... os outros eram mais desejáveis...
Um dia você esta morrendo de tédio... liga pro carinha que esta sempre disponível...
E no meio da fumaça você ele parece ser o cara que você estava esperando.... mas sempre é tarde demais...
Então deixo para lá, mas nem tanto... ligo ele vem de novo e some...
Ligo de novo, ele vem de novo e some.... quando você vê esta na cama dele... a culpa é das cartas, mas como elas sabiam de tantos detalhes... mas não adianta e você insiste mais um pouco e ele some, então você apaga o numero do celular dele e segue em frente... tudo se acalma...
De repente ele liga e você esta de novo na cama dele...
E hoje o que faço?
O importante é que hoje não sou mais uma que passou na cama dele e sim a pessoa que decifrou o quadro dele...
Raquel você não ia acreditar...
Desculpas tantas farsas, é só defesa...
Talvez não seja ele mas são muitas sincronicidades, entende?
Sarita...
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Quinta-feira, Maio 06, 2004
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Muitas vezes me surpreendo ao ver um link para este blog em blogs alheios. Alguns são uma excelente surpresa, nesse aqui rí horrores, Vão lá, vão lá...
Raquel
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Roubado dele.
I
Só pensar em poesia
Ver o mundo em versos
Preciso das flores que nascem ao contrário
Nada de flores comportadas
Chove! Quero a poça mais larga
Cama, a mais barulhenta
Bebida, a mais forte
Amor, o mais escandaloso
Mulher, só se for a mais autêntica
II
Não sou uma personagem de mim mesmo
Nada de meias palavras para sentimentos ausentes
Sou escravo dos meus risos e choros
Vou até o último travo do gosto
Nem pensar em camuflagens
Nada de abandonar o posto
Dos amores que não são para mim, abdico
Deixo minha veia bem à mostra
Nela estão as vírgulas, pontos e parágrafos
As reticências, deixo-as de presente
Para quem não me pode olhar no olho
Eu amei.
Raquel
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Sabe de uma coisa, saia curta, blusa decotada e pernas com carinha de vinte e poucos anos. Tenho tudo que preciso para me sentir completa e feliz nesse momento.
Para comemorar o exercício do foda-se
Foda-se quem pensa mal de mim. Foda-se essa cidade careta com todos os ex-maridos que aqui existem. Foda-se quem não gosta de mim do jeito que eu sou (inclusive eu, às vezes). Foda-se funcionário palhaço. Foda-se carro rebocado pelo Sttrans. Foda-se stress da falta de grana no bar. Foda-se cólica da porra que eu estou sentindo. Foda-se o trabalho da porra que eu vou ter agora para analisar três meses de finanças do bar.
Falando nisso, putz, tô precisando fuder.
Jesus, como eu estou baixa hoje. Não foi essa a educação que eu recebi.
Sabe de outra coisa? Foda-se mané educação...
Raquel
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E saudade é foda mesmo.
Ontem escrevi, escrevi, escrevi.
Saí correndo do bar para outro lugar, só porque o risco de ir bater na casa dele era enorme.
Mas vai passar, eu sei... ou pelo menos espero.
Escutar Angêlica dizendo ao telefone: "Essa história ainda não acabou" me assustou.
Pois devia.
Ou não.
E saber que eu sou "uma mulher que qualquer cara adoraria estar junto" massageou meu ego, mas de forma alguma tranquilizou meu coração.
Raquel
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Receita de Constrangimento
Conheça um cara interessante. Saia com ele. Transe com ele no Domingo. Três dias depois tome uma cana muito, muito grande. Transe com um imbecil. Xingue o cara interessante por sumir durante semanas. Trate o cara interessante com crueldade e raiva acumulada quando ele reaparecer. Risque ele da sua memória. Saia ontem, encontre o imbecil. Descubra que ele é o melhor amigo do cara interessante. Deseje morrer.
Raquel
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"PAIXÃO:. Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2. Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3. Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4. Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5. A coisa, o objeto dessa predileção. 6. Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7. Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado."
Hummm.... dá o que pensar, né não?
Raquel
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Tentei evitar ao máximo meu encontro com a chuva. Quando vi que não tinha mais jeito, saí caminhando devagar (tá na chuva é para se molhar!), com a mesma roupa de ontem, meu cabelo sem ver pente, cabeça baixa. Pensando... pensando... cheguei no banco ensopada e um pouco triste, coisas de começo de inverno, eu acho. Não deve ter sido uma cena muito bonita de se ver. Mas esta chuva, junto com a noite de ontem, me fez lembrar de T., meu primeiro amor (que coisa mais piegas isso, Jesus!)
Eu morava num prédio enorme, tinha catorze anos, ele acabando de chegar dos Estados Unidos, modernérrimo, voltou a morar no mesmo prédio. Claro que eu me apaixonei. Uma semana antes dos meus quinze anos tomamos vinho na casa de um amigo dele. Como eu me senti adulta, desinibida, importante! Foi a primeira vez que deitei na mesma cama com um homem, não... não chegamos a transar. Só alguns meses depois.
Me lembro do nosso primeiro inverno, eu apaixonada dos olhos brilharem, numa Kombi com os vidros embaçados, depois de enfrentar sacos de lixo flutuantes numa Boa Vista (o bairro em que morávamos) alagada. Achando isso o máximo do romantismo, vejam só. Só um pequeno detalhe modificou para sempre aquela relação e todas as outras que vieram depois. Ele tinha namorada.
Muitos anos depois conversamos sobre isso. Creio que ele nunca tinha notado o quanto me magoou. Depois que soube, não havia mais tempo, eu acho. Sempre haveria minha cobrança pela raiva e confusão que aquilo me trouxe. Como entender que o que tínhamos juntos, tão perfeito, não pudesse bastar para ele como bastava para mim? Como lidar com uma escola emocional dessa?
Essa relação, esse homem é muito especial no meu coração. Sei que de vez em quando ele até lê o Mulé. Nos encontramos muitas vezes esses anos todos. Tivemos várias recaídas, mas nunca, nunca pude confiar nele novamente. Uma vez, num desses encontros, quando finalmente contei tudo que eu senti, como era humilhante e como eu me sentia feia e má e triste e menos, ele me disse que eu devia ter falado, na época, o que eu sentia. Tinha razão.
Por isso ontem, nem tudo foi dito. Mas o essencial sim. E esse aprendizado, o de dizer não às coisas, pessoas ou situações que machucam ou que podem nos machucar, não é fácil. Mas somos livres para fazer da nossa vida o melhor que pudermos, baseados no que conhecemos de nós mesmos.
Sim, eu posso estar até me apaixonando. Mas nada que se compare ao amor grandioso que aprendi a sentir por mim mesma. Ou talvez eu não passe de uma pessoa cruel, quem sabe...
Raquel
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Vez ou outra eu até que escrevo legal. Neste mesmo blog há algum tempo atrás...
"Não deve existir absoluto em nosso amor. Que seja como é, leve e fugidio. Quase tocando nossos coração por momentos, para logo depois nem sei. Não deve existir certezas em nosso amor. Que seja como é, timidez e encanto. Quase fincando raízes, para logo depois tempestade e granizo. Não deve existir amor em nosso amor. Que seja como é, indecisão e indefinido. Quase sendo o que é, para logo depois, poesia. "
"Como a gente diz Eu te amo pela primeira vez? Que soe tão delicado, como plumas ou cosquinhas ou bolhas de sabão? Que soe tão duradouro como madeira de lei ou terra firme ou arranha-céus? Que soe tão aconchegante como casa de mãe ou comida de vó ou endredon quentinho? Que soe tão baixinho que não o acorde? "
Raquel
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