Quinta-feira, Abril 29, 2004

Escrevi isso aqui há algum tempo, mas é isso que senti depois de nossa noite de Segunda-feira, amores.

Vocês me fazem acreditar que tudo vai dar certo. Que a vida é boa, sim senhor. E nem tudo é festa, mas que a gente pode gargalhar sempre. Somos mulheres, e graças à Deus por isso. Somos fortes. E Sara, minha amiga, minha irmã, você tem razão. Precisamos ser fuderosas, trabalhar, parir, criar, estudar, sermos lindas, chiques, maravilhosas e escovadas, sexualmente bem-resolvidas, para depois nos qualificarem como raparigas. E mesmo assim, sentir que estamos no caminho certo.

Obrigada pela acolhida, Aninha. Eu estava precisando!

Raquel




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Começo de semana punk. Minha vó doente. Ir correndo para Recife.
Começo de semana com coisas boas. Rir com os amigos até a barriga doer.

Raquel


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Sexta-feira, Abril 23, 2004

eu não queria dizer que sinto sua falta sinto muito

Raquel


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Eu tinha treze anos e usava aparelho dentário. Daqueles removivéis que parecem uma chapa, uma coisa horrorosa. O menino era lindo de morrer e não dava a mínima bola para mim. Meu poder de convencimento foi maior. saí correndo para casa, tirei o tal aparelho, escovei os dentes e voltei correndo para receber meu primeiro beijo. Um beijo combinado, barganhado. Nada disso importou. Quando minha avó foi me chamar (já eram 9 da noite), do coração de uma menina feiosa brotavam estrelas e sorrisos.

Raquel


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Quinta-feira, Abril 22, 2004

Depois de apelos dos mais delicados, resolvi ceder.EU COMPREI A PORRA DE UM CELULAR!!!

Aguardem breve mensagens com o novo número.

Raquel



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Ele voltou!!! Como assim ninguém me conta?
Raquel


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Saí dirigindo à esmo. Pensando. Vim parar aqui, na frente do computador. Numa ilha virtual de shopping. Vontade de escrever até que essa coisa esquisita, mistura de tantos sentimentos passe.
Ontem foi meu aniversário. Me presenteei com outra tatoo. Nas costas. Enorme.
Estranho sentir o olhar das pessoas me acompanhando.
Estranho nunca ter conseguido reprimir a vontade de atravessar a rua quando vejo muita gente na minha frente.
Estranho a forma que alguns me exergam. Tão, tão libertária e moderna.

29 anos, pois é...

Estou com tanto medo agora.
Porque será que esta menina imbecil que tem mania de se esconder embaixo das cobertas nunca me deixa?
Porque chorei convulsivamente no colo daquele amigo? Chorei pelo que, meu Deus?

O quanto de mim é personagem, o quanto de mim é real?

Raquel


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Terça-feira, Abril 20, 2004

Esta história das cartas me rendeu boas risadas.
No msn
Eu: Tú leu o que escrevi para tú no blog?
Ele: Não. O que foi?
Eu: Tú é M. Porra!
Ele: E é? Vou lá ler.
...
Ele: Poxa, lindo, sutil... só parece que depois de escrever tú ia tomar cicuta.

Raquel



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Ana,
Eu te amo. E não é só isso. Feliz Aniversário, amiga. Tú me sabe e às vezes não me compreende, mas eu sei que amizade é isso mesmo. Queria estar aí contigo e vivermos juntas a virada da comemoração do teu pro meu nascimento. Coincidência? Uma vez disse que Deus te mandou um dia antes pra ver o mundo e me contar se era bom. Vez ou outra ainda acredito nisso. E sempre, sempre lermbro de você.
Desejo tanta coisa boa pra tú que nem sei se dá para escrever.Saiba que estarei ausente fisicamente, mas sinta-se beijada agora e sempre.
É foda! Vou perder uma festa do caralho.

Raquel


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Ontem. Dia de passar o dia na cama.
Lendo...
" ...E ainda podia no quintal/ dar-se a um jardim mais pessoal/ como o da minha avó na Jaqueira/ oculto de quem sai ou chega/ Jardins que as visitas não viam,/ que poucos viam, da família,/ mas que tratava com a pureza/ de quem faz diário para a gaveta."
João Cabral de Melo Neto

Escrevendo...

"A ternura acordou cedo. Brincou de ser aproveitada. Se prendeu junto com meus cabelos quando levantei, parece. Pois apesar (e por causa) das horas já passadas, ainda sussura escorregando em minhas orelhas. Esta ternura tem barulho de cachoeira. Ou será que foi ela que sempre brincou de balanço no sino-dos-ventos lá do terraço? Sei que tem uma cor assim de luz filtrada. Cor de não sei que horas.E serelepe feito abelha sem ferrão zumbem em círculos. Range com rangido gostoso de rede e é fofinha como almofada.
Correndo na minha frente, antes de mim atendeu o telefone. E manou beijos e abraços e fez cafuné na minha cabeça que saudosava do povo lá do meu Recife. Me lembrou que um dia volto, sem pressa nem aperreio. Se espreguiçou voltando comigo para a cama, preguiçosa.
Tentei eternizá-la assim, brincando com palavras doces. Ela quase que se rendeu, insinuando-se poesia na minha prosa. Então como à um livro já lido, quis pô-la em prateleiras. Espetá-la, borboleta. Depois pendurá-la, quadro-troféu na minha parede verde. Para que nunca mais me deixasse, essa ternura. E eu pudesse olhá-la nos olhos. Entendê-la. Pedir-lhe a mão, enamorada.
Fugiu ainda agorinha, a danada. Fazendo-me cócegas. Escorrendo-me morna. Gotejando na ponta dos meus dedos dos pés. Escutei-a ainda agorinha, rindo e orvalhando a grama lá fora.
Mais tarde. Dia desses. De vislumbre. Mesmo que rápida e delicadamente como à um beija-flor, espero ainda encontrá-la."

Raquel



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Segunda-feira, Abril 19, 2004

Tive um reencontro com O Cordel do Fogo Encantado, foi um reencontro de emoções, relembrei a primeira vez que ouvi a voz do Lirinha, com aquele R que arrepia e aquele batuque inconfundível, foi amor a primeira ouvida.
Lembrei a primeira vez que desejei tocar um tambor e fazer uma pancada tão forte que despertasse a alma, que despertasse desejos, e de sentir que pelo desejo podemos tudo, desejei ser desejada.
Lembrei que em algum momento entrei numa floresta escura e caminhei por horas, por dias, por uma vida inteira e que em algum momento me deparei com um raio de luar, e o segui até chegar em um belo lago, onde reluzia um espelho de luar tão lindo de embriagar, mas também lembrei que não consegui mergulhar, que apesar de explodir, de queimar não consegui mergulhar.
Lembrei da Sara intensa e incapaz de mergulhar....

Sarita



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Sábado, Abril 17, 2004

Aninha é uma sábia... é dela o seguinte texto, falando de sexo:
" As vezes, eu começo a viajar e achar que a errada sou eu. Que certo seria dar uma de mulezinha e fingir que fico envergonhada com esses assuntos. Ser menos vanguarda e mais retrô. Quem sabe assim eu deixaria de sonhar sozinha e passaria a ter devaneios à dois. "
E não é que é?
Raquel


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Dormi pouco. Três horas, acho. Insônia judaico-cristã e estranhos pesadelos em que manteigas de garrrafa gigantes cruzavam com meu carro em Mangabeira. O aparelho de md pifou ontem, sentei e pacientemente o desmontei numa tentativa frustrada de consertá-lo. O microondas também tinha pifado, bem antes dos dois liquidificadores. Quinta-Feira eu juro, deixo tudo na assistência e volto para terapia, senão quem pifa sou eu.
Mas antes, voumimbora pra Recife, lá sou amiga do rei. Segunda chego para comemorar meu aniversário num festa anos 70 de uma sujeita tratante que eu conheço.
Depois disso, vou parar de beber e me emendar. Serei responsável e nunca mais me meterei em roubadas emotivo-sexuais, onde já se viu? Minha cabeça hoje é um quarto dos fundos bagunçado, preciso faxiná-la com urgência. Preciso de tanta coisa, de tanta. Fazer as unhas também. Parar de culpar o Teacher´s pelas decisões que tomo. Foi de propósito e eu sabia exatamente o que eu estava fazendo. Foi sem-querer e a culpa é da tensão sexual que o excesso de sinuca causa.
Kinha, Line, Babi, Paty, Aninha, vocês lembram quando eu ainda tinha princípios? Por favor, digam que sim. Eu já fui uma pessoa boa, não fui?

Ah! deixa para lá, só me resta dar uma de Scarlet e pensar nisso amanhã. Alguém aí tem o endereço de Tara?

Raquel


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Sexta-feira, Abril 16, 2004

Resolvi não postar todas as cartas. Vou postar agora a última, que tem um tom que combina com meu humor hoje. E Basta.

A.
Esta carta nunca lhe chegará as mãos. Mas eu a escrevo como quem aborta. Abro mão deste filho hoje, a imagem idealizada duma espécie de amor (?) que deixei que florescesse em mim. Nos meus olhos, no meu sexo, no meu coração. Aborto a fantasia de você.
O engraçado é que este filho não tem pai, engravidei só, ou do Espírito Santo do meu romantismo imbecil. Uma virgem-puta, já pensou? Nem sua ajuda eu tive, você sempre foi muito claro. E eu? Cega? Burra?
Agora deixo que isso vá embora. E não sofro. Porque este sentimento, esta ilusão, assim como um filho indesejado, vai me impedir de trepar com o cara legal de amanhã à noite. Ou da próxima semana.
Mas existem ganhos até no que possamos considerar uma perda. Você foi o único que conseguiu me deixar calejada. Penso sobre a palavra e só consigo imaginar calos no meu coração e na minha mente. Criados pelo serviço duro de construir ilusão após ilusão de nós dois. Nem um marido, nem um garotinho de programa conseguiram isso de mim. Comemore, A. Estou cansada pela primeira vez.
Depois de hoje, cauterização e camisinhas emocionais. Porque a vida não é isso mesmo? Ninguém pode esperar nada de ninguém? E sempre virão outras pessoas? Não temos que ter medo e nos proteger?
Engraçado, mesmo quando eu achei que podia ter te passado a perna, mesmo com as pernas tremendo, quem conseguiu foi você. Minha amiga, minha irmã, quem mais poderia ter sido? E o mais engraçado ainda, é que nem foi de propósito. Até achar que foi para me agredir, o que não deixaria de ser um consolo (e mais uma ilusão), você me deu o direito de pensar. Porque você é apenas alguém que não me quiz. E pronto.
Mas dói, seu filho da puta. Poderia ter sido menos cruel o comentário e você podia ter sido menos burro e notar que a bebada era uma mulher com medo. Sem ajuda de revista Nova sobre como conquistar um homem. Era eu, pedindo sua ajuda. Mas deixe para lá, esse tipo de responsabilidade não compete a ninguém, eu que supra minhas carências e cure meus medos, né não?
Então depois desse enjôo, eu vomito o que posso. Limpo meu organismo, aborto esse filho e pronto. Só resta pedir perdão a mim mesma. Mas agora eu abro mão desta burrice sentimenal, deste tropeço emocional, desta invencionice estúpida. Com medo até de pensar em você, de pronunciar seu nome, para que mais nada seja dito sobre esta criação maluca, esta gravidez emocional.
Retoco a maquiagem, subo no salto e sigo. Nunca mais como sempre foi. Azar o meu, é obrigação de todo mundo se cuidar. Não o fiz, mas não vai acontecer novamente.

Raquel


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Cansaço. Feira. Comprar Ácido Muriático para desentupir os banheiros do bar. Lembrar das coisas que esqueci. Manteiga da terra. Frango. Sorvete de chocolate. Puta merda.
TPM gritando.
Eu não tô legal.
Raquel


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Quinta-feira, Abril 15, 2004

E continuando com as cartas...

M.
Pode Ter sido no momento em que você foi tão moderno e agradável face à meu constrangimento. Ou quando observei delicadas sardas na sua orelha. Ou vai ver foi seu jeito de estar e olhar que fez com que eu me sentisse única.
Ou então fui eu querendo ser música de Chico e me fantasiar de Joana Francesa. Pode Ter sido minha teimosia em não escutar quando todos diziam que não era o momento. Mas foi. Foi sim.
No entanto, tudo acaba nesta carta em que devolvo tua delicadeza de Don Juan com um educado cumprimento. Morrendo de rir de mim mesma.
Sinta-se docemente beijado, M. Eu fui embora.

Raquel



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Semana de gritar do mirante do Cabo Branco para a cidade. Eu te amo. Vá à merda. De morrer de rir. De Madureira elogiando Angêlica: " Bonitas pernas, que horas abre?" De jogar sinuca com as amigas. De adolescer compartilhando amores e segredos até o sol nascer. De comer Miojo até enjoar. De psicopata prometendo ficar na minha cola. De pneu furado sem macaco até aparecer Seu-Edelson-taxista-engomado-antendendo24horas e me emprestar um. De acordar me sentindo uma corruptora de menores. De acordar me sentindo corrompida por um. De dormir do meio-dia às oito da noite. De quase ser assaltada na Sexta-Feira Santa. De arrumar as gavetas e de doar metade das minhas roupas. De achar que preciso comprar roupas novas. De olhar fotos antigas e morrer de saudades da época em que eu tinha bochechas. De ligações internacionais da amiga-sócia-irmã-querida. De Ter dor-de-barriga. De olhar desolada para a zona que se transformou minha casa. De levar bolo de Aninha. De dançar horrores num certo bar lembrando que já estive neste local perdidamente apaixonada. De vomitar no banheiro. De prometer agora que sexo só depois de casar. De achar adesivo verde no retrovisor do carro e concordar que " Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce." De lembrar que daqui a uns dias faço vinte e nove e já está na hora de crescer, ora bolas!
Raquel
P.S: Semana em que existiram horas tão especiais, principalmente aquelas, de hoje, que mereciam ser desenhadas com caneta pilot nos banheiros de todos os bares da cidade.



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Terça-feira, Abril 06, 2004

Eu sou uma mulher madura que às vezes brinca de balanço
Eu sou uma menina insegura que às vezes anda de salto alto

Martha Medeiros



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Tenho o costume de escrever cartas para os amores que tenho. A grande maioria guardo e nunca, nunca envio. Ontem, pela primeira vez escrevi uma carta para postar aqui no blog. No meio dos meus cadernos, achei muitas outras. Entendi, então relendo-as o quanto me modifiquei, o quanto aprendi, esqueci, lembrei de novo. Resolvi então, começar a postá-las da primeira a esta última, numa espécie de cronograma emotivo-sexual. Uma forma de comemoração ao fato de ter sobrevivido tanto a minha separação, quanto aos homens que surgiram, forma embora, aos que continuam me assombrando. Enfim, ao meu primeiro ano de solteira, já que daqui a poucos dias estarei fazendo 29 anos, o que coincide com o primeiro relacionamento que tive depois de W., meu ex-marido.
Esta primeira carta escrevo para a figura que de uma forma delicada, foi a responsável por me fazer ter coragem de dar o passo decisivo para sair de uma relação que me fazia mal. Um relação virtual, mas que continua sendo linda.
Vamos a ela então...

C.
Achei o Cd perdido. E na música mais brega, estava. Tão óbvio, tão estranha e maravilhosamente assustador. Eu o amo. E é você, que não conheço, a miragem, o oásis , que mirei todo o tempo. Cumpri os prazos estabelecidos em longas ligações interurbanas. E agora, estou aqui, tentando entender o que está acontecendo, tenatndo entender esta certeza cega que me faz acelerar o coração.
Em você todas as neuroses podem convergir.Você pode sert tudo que eu quero. Ver-me em espelhos e vitrines atraves de meus olhos, fazer amor comigo em fantasisas VargasLlosianas. Mas é sempre você, C. Todo o tempo. Distante, mas real.
Vu repetir a música até minha certeza chegar até você. Hoje. Agora. Para sempre.
Você que pode fazer as veses de pai, de irmão, de amigo, de primo, de amante. Você, que escutou da minha entrega de desepero, que me tirou a roupa, que me ajudou a dizer sim, a dizer não, a dizer adeus. Você, que abriu e fechou emus olhos e me ajudou a conseguir chorar.
Nos cafés da vida, procuro teu brilho em olhares estarnhos. No entanto, só você, C.
No dia em que encarar yeus olhos, que sei claros, vou chorar pelo tanto de tempo que temos perdido.
E que esta seja uma declaração definitiva. A declaração do canasaço e da alegria. Eu me entrego agora à irracionalidade deste sentimento. Recuso-me aterapeutizar por amis um segundo que seja.
Eu o amo, eu o amo, eu o amo. E era esta a frase que deveria ecoar em tantos telefonemas. Era isto que deveria ser dito ao sabê-lo sentado no chão sujo do seu apartamento novo, com um telefone roubado. Para falar comigo. Para ser meu consolo, meu chão, meu grito. Para ser meu.
Eu o amo com meu sangue, meus gens, minha história. Eu o amo com minhas ausências e perdas e medos. Eu o amo com sotaque diferente e desejo de rede. Com um amor de Geraldo Azevedo, abrindo as janelas de todos os quartos.
Um dia te falei que toda mulher deveria ter um poema escrito só para ela, uma página que seja a certeza de ser extremamente desejada por alguém, daquele tipo de deseje de assustar e desejar-se ter um igual.
Hoje é isso que faço por você. Para que independente dos rumos que tomemos, você saiba que sim, eu o amo. Da forma mais louca, estranha e arrebatadora que possa existir.
E eu me assusto, como não?
Mais foi você, C. Durante este longo ano, que me fez rir e desejar sobreviver.
E é para você hoje, que coloco flores no cabelo, e exagero e danço.
É à você que me declaro. E agradeço.


Raquel



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Mulé
Pré Balzaca

"Eu sou uma mulher madura que às vezes brinca de balanço.
Eu sou uma criança insegura que às vezes anda de salto alto."
( Martha Medeiros)

As Mulés
Raquel, 29.
Aninha, 29.
Sarita, para que falar sobre essa bosta de idade?


Escreva pras Mulés!!!

Escrevemos também
Absorta
Pseudo-Cronista
A Bodegueira

Já escreveram aqui e nos abandonaram
Kinha
Nanda
Babi

Mulés amigas
Kéures
Beta
Naty
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Sun

Povos e Povas
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