Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003

Há alguns dias eu tava em dúvida se era fútil ou louca. Pois, cheguei ao diagnóstico ontem: Sou doida! Enlouqueci, surtei e me deixei fazer uma irresponsabilidade que há muito não fazia.... e foi uma delícia, foi uma noite simplesmente maravilhosa.

Eu to sem palavras, não sei o que dizer. E em se tratando da minha pessoa, isso significa muita coisa, já que sou uma tagarela contumaz!!. Na verdade, quero guardar essas lembranças só pra mim. Até porque não saberia como descrevê-las. E como bem citou Rainha ""viver ultrapassa qualquer entendimento" (Lispector)

Aninha


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Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003

Pois ontem, eu tive uma experiencia diferente com o meu ex, em relação a da Baratinha com o ex dela. Claro que estou falando de um namoro de apenas dois meses e não de dois anos como o da minha amiga cascuda. Mas H. me ligou ontem de noite, e, confesso, foi estranho. Não me deu friozinho na barriga, nem nada, mas não posso negar que não tenha me dado saudade do futuro.

Eu tinha ido para Ilha do Retiro, assistir ao Clássico entre o Sport e o Náutico. Nós tinhamos combinado de ir juntos. Não sei se ele me ligou apenas para saber se eu realmente tinha ido (apesar de não está mais com ele) ou se queria apenas saber como eu estava.

Acho que fui um tanto cruel quando ele me dispensou na segunda. Ele disse que queria continuar sendo meu amigo e eu respondi que não dava. Que nunca tinhamos sido amigos e que não era o momento para começar. E disse ainda que não iria mais ligar para ele. Era orgulho ferido, tava querendo ser cruel.

O fato é que ele me ligou ontem, e apesar de termos tirada onda (afinal nosso time tava dando uma lavada no Timbu!!) ele não me pareceu muito bem. Perguntei como ele estava, e ele respondeu que "tava indo". E eu fiquei triste por ele.

Que coisa mais louca, não? Mesmo o cara tendo me dado um fora, eu não consigo ficar com raiva dele. Ele é uma pessoa muito especial, mas que não tá bem e que simplesmente não quer companhia. E apesar da minha decepção com a coisa toda, não consigo deixar de ter carinho por ele. E olha que eu não estou apaixonada. É mais aquele lance de saber que teria sido massa, se tivesse sido. Enfim, saudade do futuro.

Aninha


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Estava querendo postar isso no começo da semana, mas não sei porque eu não tenho conseguido escrever muito sobre esse assunto, vamos tentar para ver o que sai:

Finalmente o encontro. Durante a aula o telefone toca; era ELE. Uma semana sem vê-lo depois da notícia de que estava com outra. Uma semana de fuga....fugindo desse encontro. Impossível ele não acontecer partindo do princípio de que estamos abrindo um negócio juntos. Uma semana trancada no apartamento, porque além de tudo moramos na mesma rua. E agora o inevitável tinha que acontecer.

"Você não vem?
"Estou indo."

No caminho o coração parecia que ia sair pela boca. Imagens dos dois anos que passamos juntos, dos sorrisos, das brincadeiras. Apesar do ar-condicionado gelado do taxi, suava frio. O escritório chegando e eu sem ter a minima idéia de como iria me comportar no momento que meus olhos recaíssem sobre ELE. Tinha que tentar ser o mais natural possível, afinal os outros dois sócios estariam lá.

Abro a porta com um sorriso largo, brincando com todos para esconder meu nervosismo. E o vejo, ao telefone, o piercing na orelha que era nossa aliança lá, me deu um frio na espinha, respirei fundo e sentei no lugar que me foi designado: ao lado dele. ELE não olha para mim, eu fico ali agindo o mais naturalmente possível e ele evita me olhar o tempo inteiro. Levanta, senta, vai para a outra sala.....e eu resolvendo a grade horária com todos os meu outros sócios. Se limita a responder o básico. O pior (ou melhor) é que não doeu estar ali, realmente me sentia a vontade. E via que ele não estava nem um pouco confortável, isso me deixava meio contrangida.

Tínhamos que ir, assistimos uma aula juntos as 17:00. Levantamos e pegamos o elevador, coisa que faziamos antes mas contando nossos sonhos de futuro com nossa empresa.

ELE: Como foi a festa da sala?
Eu: Excelente.

Pegamos o ônibus, nem uma palavra dita. E para a minha surpresa ele se levanta, diz que não vai e desce. Engraçado, fiquei pensando que essa seria a minha reação o tempo inteiro, mas não me sentí incomodada pela presença dele nem por um segundo. E ele ficou estúpidamente incomodado com a minha. Olhava para ele, e a única coisa que me vinha era ternura; ternura pelos dois anos maravilhosos que passamos juntos, mas que acabaram. Por decisão dele é claro, mas acabaram.

Acho que estou ficando mais madura com relação a isso. E tenho que confessar que a insegurança dele, me deu mais segurança ainda. Acabou. E eu estou feliz.

Baratinha


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Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003

Pessoas, tive uma crise de mulezinha hj na hora do almoço. Toda quarta-feira, eu almoço com a minha mãe. Dessa vez eu saí supercedo de casa, para dar carona ao Ser Que Habita Meu Escritório e decidi fazer uma horinha no shopping Tacaruna, enquanto esperava mi madre. Dei uma volta e parei em frente ao cabeleireiro, olhei para as minhas unhas e me dei conta que elas estavam horrorosas. Tempo sobrando, resolvi entrar.

Só que isso é uma coisa perigosa. Eu, num cabeleireiro, um lugar cercado de espelhos.... Não deu outra, começei a enxergar defeitinhos que normalmente minha conta bancária chamaria de coisinhas sem importância.... Resolvi fazer as sobrancelhas, aproveitei para depilar as axilas. A essa altura do campeonato eu já estava descontrolada, fiz cantinho, buço e ainda depilei a perna que não estava nem na hora certa... Enfim, surtei!

Saldo da brincadeira? 46 paus!!! e olha que nem fiz as unhas, no final das contas!!!!:P
Há tempos que isso não me acontecia. Eu sou uma pessoa tão recatada...

MENTIRA!!!!

Eu tenho que confessar isso, ADORO cabeleireiro!!! Adoro passar horas fazendo meleca no cabelo, nas mãos, no pé, limpeza de pele, essas coisas. Sou mulezinha, assumo!! Sou vaidosa, SIM!. E olha que esse não é nem o meu pecado capital - claro que eu queria que fosse a luxúria, mas tenho que concordar com um amigo meu, Fabinho, meu pecado é o da soberba.

O problema é que normalmente minha conta bancária não gosta desse meus surtos de vaidade. E olha que essa já é a minha segunda crise do Natal pra cá....

Aninha


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Agora é oficial, eu sou uma fútil ou, pelo menos, louca.
Lembram-se de como eu estava macambuzia ontem? Tristinha com o fim do meu namoro? Pois eu estou ótima!!! Tive uma noite divertidíssima, to me sentido nova!!!

Fui com Baratinha e a Rainha para o encontro de maracatus no centro do Recife. Eu adoro carnaval, adoro maracatu. Conheci uns amigos da Rainha que só ouvia falar e me diverti horrores!!!

Por isso é que eu não to entendendo nada. Como é que eu levo um fora num dia e no outro to tão bem? E não me venham com esse papo de que estou negando a realidade, não é nada disso. Fiquei triste, dei a minha cota de lágrimas. Mas foram só dois meses. Dois meses muito gostosos, sim. Mas, na verdade só foi o comecinho de uma história que poderia ter sido linda.

O fato é que a história não desenrolou e eu me dei conta que não vou morrer por causa disso. A solidão não tá me assustando com antes. Até porque to descobrindo que se pode dividir a vida com outras pessoas que não seja necessáriamente a sua soulmate.

Enfim, and there is light!!
And I wanna have fun!!!!


Aninha


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Terça-feira, Fevereiro 25, 2003

Uma amiga minha entrou no msn ainda agora e me perguntou se eu estava melhor. Eu respondi que estava bem. E realmente estou.
Tô experimentando um sentimento diferente, talvez até novo para mim. Eu to triste pelo fim de um sonho. A sensação de fracasso me deixa enternecida, mas não há dor. A dor da perda não existe, porque simplemente tenho consciência de que ele nunca foi meu. E não se pode perder o que não se tem.

Será que é isso que chamam de maturidade?

Aninha


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Eu comecei a escrever isso ontem de tarde. Parei na metade. Não sei se por não querer estar certa, ou se foi um impulso infantil de negar o óbvio para que ele não se tornasse uma verdade.

Bem, o fato é que o óbvio era real e se concretizou.

O engraçado é que eu enxergava os indícios, via o cenário se formando, lia cada entrelinha e ainda assim doeu.

Eu tava amando loucamente? Não, claro que não. Não sei nem se estava apaixonada de verdade. Mas estava encantada com o sonho, com a promessa. Acho que é isso que está doendo, a perda da ilusão do amor.

Sei que isso vai soar como o mais redundante dos clichês, mas é verdade, a gente morre um pouquinho quando um sonho se desfaz, o vazio aumenta. E o vazio, a solidão, sempre me fez muito mal.

Acho que é isso que está me deixando triste. A dor não é dilacerante como a que já senti antes, afinal foram apenas dois meses, mas a sensação de fracasso é latente.

Aninha



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Domingo, Fevereiro 23, 2003

Carnaval

Engraçado como o carnaval meio que perdeu o jeitinho nesses últimos tempos. Tudo bem, continuamos um povo criativo. Ontem fui a festa da Sala de Justiça e ví muita coisa legal, e também ví muita coisa que não queria ver. Não, não ví a cena que esperava, até porque fui avisada a tarde de que não veria, mas ví coisas que não queria ver mesmo.....logo de entrada conhecí um holandês que teve sua câmera roubada (fico imaginando que é que ele vai falar da violência dessa cidade quando voltar), e o pior é que a camera dele estava dentro do bolso da bermuda e ele estava com um abadá imenso por cima da roupa. Fico imaginando como é que o ladrão descobriu que a camera estava lá.

O Mercado Eufrásio Barbosa estava apinhado de gente, e muita gente bonita diga-se de passagem, mas não me interessei por ninguém. Engraçado, não sei se sou eu que amadurecí, ou meu coração está tão sem graça que não bate mais forte por ninguém. Acho que a segunda opção é a mais válida. Pasmem! Eu NÃO estou animada para o carnaval deste ano. Logo eu......tem certas pessoas que são capazes de enlouquecer alguém.

Estou com um humor parecendo uma bolsa de valores, as ações sobem e descem, vou deixar para escrever algo quando a bolsa estiver em alta, porque pelo jeito agora ela está em baixa.

Baratinha


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Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003

Bem este não é muito o estilo desse blog, mas a pedidos de uma amiga querida até enfiar a cara na parede eu enfio! Como eu sei que a amiga é querida, sei que ela nunca me pediria para fazer isso.he he he



E aí amiga, pedido executado!

Baratinha


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Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003

Tentei escrever aqui ontem, mas vinha muita coisa na minha cabeça e eu não conseguia passar para cá. Putz, como é difícil ser uma mulher independente (não monetáriamente falando claro!) hoje em dia! Ser mãe também não é nada fácil.

É mais difícil ainda admitir que por mais auto-suficiente que você seja, não é para tudo! E aceitar isso então é pior ainda. Ainda não consegui aceitar essas coisas. Não aceito que não sou auto suficiente nem a pau! E aí fico o tempo inteiro brigando comigo mesma. Dizendo para mim que, não, eu não preciso de companhia, que eu consigo fazer minhas coisas sozinhas...

Quando me separei, me prometí que não dependeria mais de homem nenhum na minha vida. Monetáriamente conseguí fazer isso, afinal, banco TUDO da minha filha sozinha, mas emocionalmente....um mês depois já estava dependendo de alguém. E agora que estou só de novo, tá duro para caramba não ter com quem dividir minhas alegrias e tristezas. E eu não tenho gostado nada de me sentir desse jeito, nadinha! Queria conseguir fazer tudo só, e essa minha persistência em não aceitar que tenho necessidade de alguém me acaba! Lado direito brigando com lado esquerdo, um inferno............uma hora eles se matam.

Baratinha


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Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003

Alguém precisa de motivos para ter mau humor?

Eu andei pensando. Todas as vezes em que estou de mau humor, eu sempre encontro uma justificativa plausível pra minha chatice. Só que dessa vez, simplesmente não há nenhuma. Tô num mau-humor triste e sem nenhum motivo aparente para tal.

Dormi quase 12 horas seguidas (e viva o fim da minha insônia!!!); tive um final de semana agradável, me diverti bastante; consegui, finalmente, matar a saudade do meu namorado (se é que vc me entendem!); e ainda resolvi algumas coisas pendentes. Tá certo que o meu time perdeu outro clássico e já faz mais de dois meses que eu não dou um saltinho (nem me lembro mais como é a sensação de voar!!!), mas nada que pudesse me deixar de "ovo virado"como estou hj. Que saco.

Acho é a segunda-feira. Deve ser isso.

Aninha


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Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003

ERRATA

Caros leitores;

Não, eu não me masturbei antes de escrever o post anterior.

Obrigada pela atenção.

Baratinha


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Não vou falar no AMEI de ontem aqui quem quiser que vá lá no Dona Baratinha. Tô melhor, decisões são ´difíceis de serem tomadas, mas o fim é inevitável.

Bem, pronta para outras, e que as outras venham. Acho que tô meio que na crise do pré-balzaca; achava que ia acomplish mais coisas aos meus 27 anos, mas continuo sem diploma, na casa da mami e ganhando muito pouco. Isso é meio triste, queria ser mais independente e proporcionar coisas melhores para minha filha. Fazer o que?

De vez em quando surto, surto mesmo! Mas acho que o surto é meio que consciente, fazemos o que queremos fazer e não temos coragem, aí agente pira e faz tudo de uma vez.

Descobrí que não consigo viver sem sexo. Engraçado eu ter descoberto isso hoje em dia. Homens me excitam, amando-os ou não. Tenho amigas que tem que amar para ir para a cama, eu não, preciso sentir tesão para e deitar em uma e só. Mas claro que sem levar isso como máxima, senão vira zona.

Descobrí que não quero mais ficar paquerando por aí, que quando eu estiver preparada para outro relacionamento quero entrar de cabeça, quero que dure de novo. Nada de amores instantâneos, que ficam prontos em 3 minutos e você come em 5.

Descobrí que sou mais forte do que achava que era. Que sou batalhadora e que sou muito sexy.

Descobrí......ME descobrí.

Baratinha

Ouvindo: Sobre o Tempo - Pato Fu


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Desejo é necessidade, vontade é necessidade.

Intensidade versus Racionalidade

Racionalmente falando, ele tá coberto de razão. O problema é que eu não sou um ser racional. Sou emotiva, quem me governa é o meu desejo, a minha vontade.

E a minha vontade é sempre intensa, real e sufocante. Não sei ser suave. Não sei ser meio-termo. Não sei entrar devagar, sempre mergulho de cabeça. Para mim é tudo ou nada. Sou sempre oitenta e nunca oito.

Racionalmente ele tem razão. Mas, quero eu ser racional?
Não.

Aninha


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Quarta-feira, Fevereiro 12, 2003

Onze de fevereiro de 2003 é um dia que vai ficar marcado na minha vida. Foi o dia em que fechei um dos ciclos mais importantes da minha vida. Foi um dia de catarze sem dor. Eu sei que falo muito pouco do meu pai, e que talvez isso dê uma impressão de que a importância dele na minha vida seja diminuta, coisa que não é.

Tenho uma verdadeira veneração pelo meu pai - uma coisa meio freudiana mesmo - mas me decepcionei muito com ele por causa de uma série de atitudes que ele tomou nos últimos anos. Nos afastamos e conversas não-triviais se tornaram impossíveis por um bom tempo.

Há cerca de um ano começamos um processo de aproximação, que muitas vezes resultou em discussões feias, com um metendo o dedo na ferida do outro. Várias vezes mostrei a minha mágoa e cobrei explicações que sempre foram respondidas com um "conversaremos sobre isso uma outra hora".

Meu pai é uma pessoa muito, mas muito, orgulhosa. Jamais admitirá, pelo menos para mim, que foi injusto e cruel comigo. Pelo menos não com palavras. Mas ele achou uma outra forma de fazer isso. Ontem, ele me deu um carro. Não, ele não estava querendo me comprar e talvez seja muito complicado eu passar para vcs o simbolismo desse presente.

Há seis anos, ele vinha sendo obrigado a escolher entre mim e a esposa dele (não por imposição minha, jamais faria isso). E pela primeira vez ele me escolheu. Não estou querendo dizer que ela é mesquinha ou está atrás do dinheiro dele. Nada disso, até porque ele não é rico. As escolhas impostas a ele sempre foram afetivas, e não monetárias, e é por isso que tenho a convicção de que ele não está querendo me comprar com esse presente.

Ganhar um carro é muito bom. Mas o gesto do meu pai, o que ele quis me dizer com o carro, o fato dele se impor para poder me dar um presente e cumprir uma promessa que tinha me feito há três anos, é algo que simplemente não tem preço. Eu finalmente fechei um ciclo. Eu finalmente vou conseguir dar o próximo passo.

Aninha


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Terça-feira, Fevereiro 11, 2003

ACABOU

Vocês sabem do que eu estou falando! O T conheceu outra guria e agora eu estou aqui as lágrimas me achando a pior mulher que já existiu nesse mundo! É podem me escrachar, estou me sentindo uma merda! Não consigo mais me concentrar em nada, estou sofrendo muito e sinceramente desistí definitivamente de amar. Acabou um relacionamento e eu desistí de qualquer outro que venha a aparecer.

Não aguento mais me dedicar a ninguém, depois sempre descubro que não sou boa mesmo, sou uma pessoa altamente esquecível e não marcante, e vou me conformar com isso e não tentar mais nada, pois nada funciona mesmo! PORRA, porque eu ainda insisto em achar que eu valho alguma coisa se não valho nada mesmo.

Fim, the end, finito. Sou isso mesmo, uma mulher sem atrativos, sem força de vontade sem .... completamente sem. Só sirvo para amores instantâneos, que me trazem minutos de felicidade querendo me dizer que sou algo mas que depois me provam que eu não sou merda nenhuma. Ou melhor eu SOU merda nenhuma.

Gente, me esqueçam, eu não estarei mais nas baladas. Não estarei mais em canto nenhum, de hoje em diante perdí a vontade, perdí a auto estima e nada vai me fazer melhorar. NADA. Desistí da vida, da dignidade, do amor, da vontade, da luta de tudo. Se brincar eu desisto até dos amigos porque mais cedo ou mais tarde decepcionarei vocês também e eu não quero isso, quero que sejam felizes e não quero interromper essa felicidade com minhas ladainhas. Vou me embora e talvez não escreva mais em canto nenhum. Nada é real, nem isso aqui. Nada.
Fui!


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É engraçado como sou transparente para algumas pessoas. Karyna é uma delas. Amiga querida, há mais de dez anos. Exatamente por sermos tão amigas, há tanto tempo, já passamos por fases boas e fases ruins - sempre muito intensas.

O mais incrível pra mim é essa cumplicidade que nós temos e que eu tenho com muito poucas pessoas. Eu posso dizer A que mesmo assim ela vai saber que estou querendo dizer B. Foi mais ou menos o que aconteceu semana passada. Estamos um pouco afastadas (temos nos visto pouco por causa da correria) e ela descreveu, no seu blog, uma farra que fez com uma amiga em comum, semana passada.

Eu mandei uma mensagem pro celular dela, dizendo que eu estava morrendo de ciúmes. A frase foi essa, mas ela, como sempre, leu nas entrelinhas. Percebeu que o ciúme era na verdade inveja. Inveja saudável, inveja boa, mas inveja. Queria poder partilhar de momentos bons, como aquele, com ela mais vezes e queria muito que ela escrevesse sobre mim com o carinho que escreveu sobre aquela amiga em comum.

Ela percebeu isso e escreveu um textinho que me levou as lágrimas. Não apenas pelo que disse, mas pela essência da nossa amizade que ela conseguiu descrever tão bem. Eu só posso responder de uma forma: Kéu, vc é uma das razões pelas quais eu sinto necessidade de ser sempre mais, a sua amizade é uma das (poucas) coisas que me impulsionam a querer crescer como pessoa.

Aninha


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Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003

Eis-me aqui. Depois de milhares de dias sem dar sinal de vida, ressurgi das trevas linda, ruiva e morta de saudades.
Comecei a longa e difícil tarefa de trabalhar com cozinha...é uma atividade que realmente amo, mas é PUNK. Trabalho 8 horas corridas, todos os dias e com 1 folga semanal. Hoje, em particular estou saltitante de alegria, pela primeira vez me sinto uma pessoa bem encaminhada profissionalmente. Meu querido chefinho me elogiou para um novo funcionário de alto escalão que está estreando na empresa. Minha promoção está garantida para abril, serei a nova supervisora de franquias, responsável pela manutenção do padrão e qualidade. É, aí sim, poderei pagar as cervejas que tanto devo para os amigos...a gente vai comemorar esta vitória. Ah, estou me sentindo vitoriosa também sexualmente, finalmente eu e my love estamos muito bem.
Tchau! depois eu volto. Tenho que levantar às 05:30 todos os dias e estou cansada pra cacete hoje.


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Sabe aquela música de escravos de jó, aí vai a versão:

Escravas de shopping trabalham sem parar,
Abre, fecha, passa o dia todo lá
Feriado, dia santo trabalhando sem parar
Feriado, dia santo trabalhando sem parar

Então imaginem como estou, me lasquei!!! hahahahaha

Babi


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Quem é vivo sempre aparece, né?

Finalmente, depois de séculos sem aparecer, pude voltar ao meu bloguinho querido, tava morrendo de saudade.

Novidades? Muitas!

Pra quem não sabe ainda voltei a ser escrava de shopping (depois canto a musiquinha pra vcs).
Passei 9 dias em treinamento, morrendo de dor nas pernas e cansada pra burro mas agora acabou! Voltei mesmo pra escravidão!
Trabalho de domingo a domingo e cansaço, muito cansaço. Quem sabe não acabo fazendo amizades como as minhas grandes amigas de shopping Nine, Pá e Quel. Nunca se sabe!!!

O grande problema é não poder falar com vocês sempre que posso, mas se avexe não. Dia desses eu compro um computador possante-hiper-mega-ninja e escrevo de casa mesmo (pra estar aqui acabo de gastar 5 merréis).

Beijos e amo todas vocês!

Babi


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Agora falando sério, como é que se ajuda uma amiga em depressão, hein? Eu não sei direito como agir. Ela se tranca em casa, não quer atender telefones. Ela tem mil razões para estar assim, e por isso mesmo eu simplesmente não sei o que fazer.

Ontem, fui com duas outras amigas na casa dela de surpresa. Conseguimos tirá-la de lá, e a levamos para dar uma volta. Só que ela tá muito frágil. E eu sei que isso é químico, porque não é da natureza dela se abater assim. Ela sempre foi batalhadora, nunca teve medo da vida. E agora tá assim, trancada no quarto chorando.

Conversamos sobre isso um pouco ontem. Mas eu não quis entrar muito no assunto, porque a idéia era fazê-la relaxar. Mas dei um toque nesse sentido, de que ela não é assim, e que existem pessoas e tratamentos que podem ajudá-la, mas que ela precisa querer. Ela já tomou antidepressivos antes, mas disse que tava querendo sair dessa crise sozinha, sem ajuda química. O que eu tentei dizer a ela era que as vezes o corpo da gente precisa de ajuda externa....


Aninha


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Tá bom, eu admito. To virando Pollyanna mesmo. Com todos as frescuras e daydreams aos quais tenho direito. H. continua viajando e eu tenho escrito bem menos aqui porque tenho feito um diário virtual, só pra ele, e não tenho criatividade suficiente para escrever lá e cá ao mesmo tempo!!

Além disso to protestando!!! Faz duas semanas que as outras muléres - com exceção de Baratinha - não dão o ar da graça nesse blog. Ora, a idéia não era ser um blog comunitário? Meninas cadê vcs!!!! Bando de fia da bêba!!

Aninha


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Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003

Hoje tô me sentindo toda importante, mudei finalmente o template do meu blog. Com ajuda da Liana, que conseguiu sentir virtualmente minha perdonalidade e fazer um layout sob medida para a garota aqui. No mais tudo vei bem. Só a demora de uma certa resposta me tira dos eixos.

Baratinha


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Terça-feira, Fevereiro 04, 2003

Sabe quando você tem um monte de coisas para pensar e não consegue pensar em nenhuma? Hoje foi o primeiro dia de aula da minha filha. Pense numa mãe babona! Fiquei lá olhando aquela guria que nem sequer olhou para trás quando viu as novas amiguinhas. No fundo eu queria que ela chorasse, me pedisse para ficar, mas não, ela nem segurou minha mão com força, nem olhou para trás, e na hora que eu disse que estava indo embora me mandou um beijo de longe com um sorriso enorme na cara.

Fiquei chateada sim, mas morta de orgulho da menina forte que venho criando. Da menina que também não pode entrar em uma livraria sem comprar um livro para ela. Que adora ouvir Cassia Eller e Pato Fu. Não que ela não curta músicas infantis, mas ela prefere ouvir a um cd de estórias e assistir a um filme Disney do que ficar ouvindo porcaria. Ela está com quatro anos e não dá trabalho a ninguém. Não, ela não é quietinha e comportada; ela é levada mesmo, mas sabe ouvir as pessoas, ela é criança com C maiúsculo.

Como amo essa menina, como amo. Acho que só entendemos o amor quando temos um filho. Amor incodicional. Matamos e morremos por essa criaturinha, da hora em que descobrimos que tem vida dentro da gente, até a hora em que a nossa vida nos falta e temos que dizer adeus. Mas acho que até este momento é um pouco mais aliviado pois sabemos que estamos deixando nosso legado, nossa vida e nossos ideais. Sabemos que essa pessoa aprendeu muita coisa conosco. Sabemos que a produzimos, e que ela saiu de dentro de nós e que um dia ela carregará outra vida dentro dela também.

Como me orgulho de ser mãe; de ter tomado a decisão de parir quando tudo parecia perdido. De ter tomado a decisão de que eu queria ter ela, quando me deram a opção de tirá-la de dentro de mim aos meus míseros 21 anos. E de saber que em vez de tristeza, esta vida que eu escolhi ter, só tem me trazido luz.

Baratinha


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Segunda-feira, Fevereiro 03, 2003

Ai, lá vou eu fazer mais umas das minhas confissões.. porque é que inventaram esse negócio de blog, hein? Eu já tenho essa mania hororrosa de gostar de ser o centro das atenções - não isso é um exagero! não gosto de SER o centro, gosto de ESTAR no centro, o que é diferente... - O fato é que gosto de escrever, gosto de ser lida e como diria uma amiga minha, sofro de um problema sério que é não saber manter coisas pessoais, pessoais... Ela diz que eu sempre exagero no relato dos detalhes... E eu acho que ela tem razão....

Quem não gosta muito disso é H. Semana passada, ele me perguntou se eu não tinha uma vida privada, e emendou afirmando que nem tudo se deve colocar no blog ou contar para a mãe. E olha que eu nem falo tanto com a minha mãe assim! Imagina se ele soubesse do teor das conversas femininas regadas a álcool do AMEI?

Bem, antes que eu perca completamente o fio da meada e saia divagando sobre a inconsistência da vida, deixa-me voltar a confissão: como é bom ser surpreendida pela vida. Sabe aquele clichê que todo mundo já ouviu em algum momento da vida: o amor aparece quando vc menos espera, quando vc não está procurando? Esqueçam, é balela. Tem que procurar, sim!!

Eu tava procurando, tava cansada de carinhas comuns e de ficar sozinha (em oito meses tinha beijado apenas duas bocas!!!!!) O fato é que eu estava procurando e ele apareceu. Tá certo que surgiu onde eu não esperava - daí a surpresa - mas surgiu, entrou na minha vida e me surpreendeu.

E olha que eu nem estou amando loucamente. Até porque pra mim isso é uma coisa que exige tempo e cumplicidade. Mas o fato é que me dei conta que gosto mais dele do que estava imaginando...E sabe como me dei conta disso? Ele viajou na sexta para um congresso e vai passar 10 dias fora. E eu estou sentido a sua falta. Eu realmente to com saudade......

Ai meu Deus, cada dia eu me torno mais Pollyana, ainda bem que não é Amélia!!!!

Aninha


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Saímos de carro e fomos para um moro do Rio Vermelho a meu pedido. Quando cheguei lá abri a capota e tirei a roupa. Em seguida, mandei que ele tirasse também a roupa, enquanto eu me requebrava, em pé no banco de trás. E aí, com uma lua descomunal iluminado a baía de Todos os Santos, eu encarnei todas as deusas do amor, todas as diabas desabridas que povoam o universo, a Luxúria com suas traçoeiras sombras coleantes e seus estandartes imorais, seu chamado à devassidão, à dissipação e à entraga de todos os gozos de todos os matizes até chagar à morte lasciva, eu era a Luxúria integral, baixada alí para reinar como um espírito misericordioso e invencível, nquele morro assombrado e suas redondezas petrificadas. Eu fiz tudo com ele, tudo, a ponto de achar que ele desfaleceria. E nem me perguntou nada, quando eu sentei em cima do pau dele e ele viu que eu já estava longe de ser virgem. Não perguntou nada e eu disse nada.

Tirado do livro Luxúria de João Ubaldo Ribeiro.

Depois ainda me perguntam porque gostei do livro.

Baratinha


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Sábado, Fevereiro 01, 2003

Fico aqui pensando:

ONDE É QUE ESTÃO AS OUTRAS MULÉ DESSA CHONGA!


Se não fosse por mim e por Aninha, o que seria desse blog!

Deixo aqui o meu protesto!

Baratinha, A Enfurecida


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Mulé
Pré Balzaca

"Eu sou uma mulher madura que às vezes brinca de balanço.
Eu sou uma criança insegura que às vezes anda de salto alto."
( Martha Medeiros)

As Mulés
Raquel, 29.
Aninha, 29.
Sarita, para que falar sobre essa bosta de idade?


Escreva pras Mulés!!!

Escrevemos também
Absorta
Pseudo-Cronista
A Bodegueira

Já escreveram aqui e nos abandonaram
Kinha
Nanda
Babi

Mulés amigas
Kéures
Beta
Naty
Rainha
Sun

Povos e Povas
Tangerine Man
Joka
Ice Man
Renato
Casulo
Bruno
Nelson
Lux
Rachel
Karla Dani
Cabral
Sub-Desenvolvido
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Para inteligencer
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