Mulé Pré-Balzaca

23.2.05


Preciso de um chá para curar esta ressaca braba... de quem amou demais e hoje tem que viver sem o seu amor....
Me joguei nos braços de outro, senti as vertigens da solidão, corri, fugi, e hoje estou aqui....
Aceito esmolas de amor. Sei que és tão só quanto todos nós.
Sempre alguém entre nós, sempre mil desculpas para deixar o amor para depois, deixar a decisão para depois, e o depois cada vez mais magoado, mais recentido, mais querendo descanso.
Vou amar de novo muito mais e muito melhor... Você só uma lembrança, às vezes boa....

Sarita


17.2.05


Oi, galera?
Vim dar o ar da graça por aqui, depois de umas longas e merecidas férias de janeiro em Pipa, com direito a retornar a Olinda e me sentir em casa novamente, e advinhem quem encontro por lá? A única, Raquel, versão, namoradinha do ex-marido, uns fofos, curtindo juntos. Amei reencontra-la em tão bom astral, curta amiga todo teu desejo até desejo não mais haver.
Estou vivendo meu momento titia, com toda intensidade, Zayon é o bebê mais fofo do mundo. Confiram.




Digam se não é um fofo?

Sarita


2.2.05


Por acaso contei que arrumei um frela num bar-casa-de-shows aqui em JP. Pois é. Uma beleza, já que uma graninha sempre é bom, né não? O grande pró é o tipo de show que rola. Para resumir, decorei todas as coreografias de Pressão, Sabem a música que fala de pressão, remexe e abaixa? Essa mesmo!
Maravilhei-me com os passos, letras de música, bailarinos e etc do universo do forró, pagode e CIA. Mel, que trabalha comigo, depois de vários fins de semana sofrendo...digo, trabalhando, flagrou-nos timidamente imitando as dançarinas do palco num determinado evento. Recuso-me a contar de que banda se tratava.
SOCORRRRROOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!
Eu espero que as benesses do frevo, caboclinhos e maracatus levem esse ebó para longe.

Raquel


Bem, vou passar o Carnaval em Olinda. MORRRRRAAAAAAMMMMMM!!!!!
Pensando nisso e cedendo aos meus impétos consumistas-rebordodos-psicóticos-fudedores-de-finanças, lá vai euzinha providencair alguns apetrechos para não fazer feio em terras Pernambucanas (Que saudade da minha terrinha, afe!!!).
Resultado das sacolas pretas (pobre até dizer stop!):
Porta-Cerveja-de-latinha em forma de boi-bumbá, peruca de frufru amarela-cheguei-e-não-vou-embora, flores de plástico para costurar nuns tops velhos, tinta para o rosto, brinco com a bandeira de PE. Tudo vagabundinho, mas carnavalesco até dizer basta. Resultado, meu porta-latinhas em forma de boi-bumbá ficará vazio porque gastei meus últimos reais nessa sandice momesca e não terei dinheiro para preenchê-lo com nada alcólico. Mas não me entrego jamais... nem que tenha que vender meu corpinho pré-balzaco para morrer de tanto pau-do-índio. Não, não virarei prostituta de nehuma aldeia remanescente nas matas de Olinda. Para quem não sabe, pau-do-índio é uma bebida oóóóótima... de ruim, mas embriaga que é uma beleza!!!!!!!!!!! Obaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!

Olinda, me aguarde!!!!!

Ana e Sara também estarão por lá. Quero nem pensar. Será que eu volto? Sinto que vai ser uma bagaceira só. Amém!

Raquel


5.1.05


Depois de ler a Viva! no salão de beleza, saí me sentindo uma nova mulher...

Dor-de-cotovelo é o caralho, meu nome é Zé-Pequena.

Raquel


Unhas vermelhas-café-com-Rebu, cabelo escovado, condicionador carésimo para imitar a amiga-loira-chique (oi, Sarinha!!!!), sentar no cyber mandando energias positivas para as pessoas que porventura passem por este blog, trepada de qualidade na noite anterior, reforma na house ficando pronta (pobre adora um puxadinho!!!), planilha para correr a meia maratona no final de 2005 (influências do verão no meu miolo mole), marcar com o namorido-ex-marido encontro no shopping, perspectivas de novos negócios... e pasmem... com apenas R$ 30,00 na conta. Não me perguntem como, mas este ano promete... eu sinto!!!
E vamos à música-tema desta que vos escreve: " She-ra, She-ra, tãtãrãtãtã"
Porque um Mulé Pré-Balzaca também e principalmente escreve merda quando está sem inspiração...

Feliz 2005, pessoas!!!!!!!!!!!!!!!!!

Raquel


21.12.04


Quero não te encontrar naquele CD de R$ 2,50, nem ridicularmente sair seguindo o carrinho do ambulante até a música acabar desviando-me dos meus caminhos. Quero não comprar a blusa de R$ 29,90, porque você não vai ver-me vestida com ela. Quero que os piscas-piscas do camelô parem agora de piscar imbecilmente nesse sol de meio-dia. Quero agendar com o homem-estátua prateado um break para nós dois. Quero que sua imagem derreta junto com as velas vermelhas desse meu Natal sem grana.
Me minto na sandália baixinha, na calça Jeans sem marca, na argola de R$ 1,00. Me minto nesse corpo que anda de ônibus e rebola em seus quase trinta anos. Me minto no telefonema apressado para a amiga, nos compromissos anotados, nos meus óculos grandes.

Perdi e não foi aqui no centro dessa cidade algo de mim. E puta que o pariu, está com você.

Na sua prancha de surf, na sua juventude, no seu riso de anormal. Normal. Eu sofro é na pele desbotando a falta do sol do lugar em que você está. Transando com outras mulheres, conhecendo novas pessoas, rindo de outras piadas. Eu invejo sua disponibilidade, seu jeito para andar em cordas bambas malandramente.

Eu odeio admitir que esse vai ser o Natal sem você.
E odeio escutar que essa vontade de sair correndo até a rodoviária logo alí vai passar. As pessoas mais velhas são sábias e sabem que foi só sexo. Porque então eu ainda não sei?

Raquel


7.12.04


De mim sei muito. E do tanto que sei, o que mais sei transpirou e transformou-se em desenhos na pele. Tenho ideogramas, fada, verdes, estrelas e sonhos. Nua sou ainda mais transparente. O mundo não é mesmo muito pequeno? Cabe dentro de nós. Em nós. Eu amo Gabriel Garcia Marquez e seu realismo fantástico. Amo Roberto drummond e seus livros onde o sobrenatural é apenas natural. E você, me devolve quando Cem anos de Solidão?

Raquel


A volta tem sido cansativa. Parece que voltei do limbo. Onde é o inferno ou o céu além de dentro de nós? Saudades das amigas distantes (Beta, eu te amo para sempre, viu?). E a constatação do inexorável em nossas vidas. E do cíclico-palhaçal da vida. Contei a vocês que estou de namorado novo? Como falei na terapia, se não fosse meu ex-marido seria o namorado perfeito. Pois é, caiam no chão...
Pelo menos uma coisa me consola, original sou sempre... ahahahahahahahaahhaha
Ainda na busca de emprego, preciso tomar de volta meus saltos-agulhas espalhados pelo mundo e reassumir minha postura de gerente. Com uma tatoo enorme nas costas, mas ainda gerente.
Os trinta anos se aproximam com um velocidade estonteante. Este blog breve deixará de existir. Prometo novidades no lugar, ok?

Raquel


25.11.04


E a coragem tatuada continua na perna direita. Só não tenho mais coragem de dizer Eu te amo. De cega passei à muda. Não quero mais mentir nem para mim mesmo.

Ou não.

Raquel


Em algum momento pedimos nosso coração de volta. Onde o perdemos?
O diabo e suas encruzilhadas e cartas de tarô sabem?
Ou então educadamente pedir " Por favor, Senhor, devolva-me apenas o que me pertence" nos traz de volta o que apenas iludíamos perdido?
Num destes dias pedi de volta meu coração. Era apenas isso o que eu tinha dado de graça.
O resto? A vida devolve a de quem for.

O amor tem preço?

Raquel


Hoje sou toda novela.
Hoje
Todos os poemas
Todos os homens
Todas as mulheres
os que sofrem e os que se alegram por amor

Hoje sou todas as coisas
Hoje sou uma coisa minha

Alguém conheceu Nadib e Gabriela?
Eu ví a novela, lí i livro e tomei o remédio.

E vocês?

Raquel


Aviso aos navegantes

Voltei para João Pessoa. De mala, cuia, projetos, sonhos, caquinhos de coração e muita cola super bond.

Breve escrevo com a calma que mereço.

Raquel


20.10.04


O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecemos, só isso. Eram parte de nós./ O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas tambיém com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que éי dor - complica a vida. Por outro lado, éי um maravilhoso ladrão da nossa arrogגncia./ Quem nos quiser amar agora teráבde vir com calma, terב de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forחas disfarחamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos iluões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doחura./ ְas vezes é preciso recolher-se".

Só podia ser dela. Lya luft.
Assino embaixo, cabisbaixamaente, chorando com o anjo-menino que mora dentro de uma outra poesia dela minha dor.
Foi amor?

Raquel


O ogulho emburrece... Como diz o filosofo, so sei que nada sei e espero nao errar muito, nao cansar muito, tomar as decisoes corretas e como disse-me alguem que acredito amar, sair da ilusao dentro da ilusao
E lembrando de outra amiga. Desta vez que conheco apenas do que escreve. Eu espero bem mais do que vem nos milagres.
Amem
Raquel